A Heineken venceu o Prêmio Rock in Rio Atitude Sustentável 3.0 na categoria destinada a marcas e ativações acima de 60 m². O reconhecimento foi entregue neste domingo (13), no Palco Mundo, último dia do Rock in Rio 2026.
A premiação considera as práticas de sustentabilidade adotadas pelas empresas durante o festival. A avaliação foi auditada pela Deloitte e analisou seis frentes: Gestão de Resíduos e Interface com o Evento; Governança e Evidências; Inovação e Legado; Cadeia da Ativação e Trabalho Decente; Concepção e Impacto da Ativação; e Engajamento e Experiência Sustentável.
Segundo as informações divulgadas, a Heineken apresentou desempenho acima da média geral em todos os eixos analisados.
Resíduos, energia e emissões entraram na avaliação
Entre as iniciativas implementadas pela marca durante o Rock in Rio estiveram a gestão e rastreabilidade da destinação dos resíduos por um parceiro especializado e a utilização de biodiesel nos geradores de backup.
A operação também contou com compensação do consumo de energia elétrica por meio da aquisição de certificados I-REC e compensação das emissões relacionadas à ativação com créditos de carbono certificados.
Outras medidas incluíram a utilização de copos reutilizáveis e o acompanhamento das iniciativas por uma consultoria ESG independente.
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Acessibilidade foi incorporada às ativações
A acessibilidade também fez parte das experiências da Heineken na Cidade do Rock.
O The Clinker, ativação global da marca, foi adaptado pela primeira vez para oferecer uma experiência mais inclusiva. O espaço contou com intérprete de Libras dedicado e um webapp com experiência sonora, guia de previsibilidade, boas práticas anticapacitistas e conteúdos introdutórios em Libras.
A experiência sonora também foi disponibilizada na tirolesa, enquanto o atendimento em Libras pelo webapp podia ser acessado de qualquer ponto do festival.
“Receber esse prêmio mostra o quanto essa agenda evoluiu, em uma jornada contínua de aprendizado”, afirma Alexia Catharina, especialista de Comunicação e Sustentabilidade do Grupo Heineken.
Segundo ela, a estratégia passou a envolver não apenas os impactos ambientais, mas também questões relacionadas às pessoas envolvidas na operação.
“Ver temas como gestão de resíduos, trabalho decente e acessibilidade fazendo parte dessa avaliação é motivo de muito orgulho e também um incentivo para continuarmos avançando”, acrescenta.
Mudas utilizadas no festival serão destinadas a áreas do Rio
Parte das iniciativas ambientais terá continuidade depois do encerramento do Rock in Rio.
A parceria entre a Heineken e a Fundação SOS Mata Atlântica levou espécies nativas da Mata Atlântica para uma área dentro da Cidade do Rock.
Após o festival, as mudas apresentadas no espaço, somadas a outras produzidas pela parceria, serão destinadas a ações de recuperação da região da Serra do Vulcão e ao reflorestamento e enriquecimento de aproximadamente um hectare no Parque Nacional da Tijuca.
A iniciativa dá continuidade a uma ação realizada no Rock in Rio de 2022. Naquela edição, parte da vegetação utilizada na cenografia dos espaços da marca foi replantada no Parque Olímpico.
O projeto deu origem à primeira microfloresta urbana da Heineken no Brasil, com 1.265 m², mais de 830 exemplares e 53 espécies nativas da Mata Atlântica.
Prêmio também considera condições de trabalho
Além dos aspectos ambientais, a avaliação do Rock in Rio também levou em consideração questões relacionadas à cadeia das ativações e ao trabalho decente.
Mariana Prado, especialista de Direitos Humanos do Grupo Heineken, afirma que a operação envolve diferentes áreas e parceiros.
“Ver esse trabalho reconhecido reforça que é possível evoluir continuamente a experiência que entregamos ao público e, ao mesmo tempo, construir uma presença cada vez mais responsável”, afirma.
Segundo ela, a estratégia também busca promover condições de trabalho “decentes, seguras e respeitosas” ao longo da cadeia envolvida na operação do festival.


