Novo Desenrola MEI começa em outubro; veja quem pode renegociar dívidas

Programa para débitos de pequeno valor prevê entrada de 5%, desconto e parcelamento; governo também anunciou condições para produtores rurais, empregadores e ex-bolsistas

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Microempreendedores individuais com dívidas federais terão uma nova oportunidade de regularização a partir desta quinta-feira, 1º de outubro. O governo federal anunciou o Desenrola MEI Pequeno Valor, modalidade destinada a MEIs com débitos de até cinco salários mínimos.

O limite corresponde atualmente a R$ 8.105.

Pelas condições anunciadas, a negociação prevê entrada de 5% do valor da dívida, sem desconto, e possibilidade de parcelamento do saldo restante em até 55 meses, com desconto de 50%.

A iniciativa integra um conjunto de editais e prorrogações anunciado pela Advocacia-Geral da União (AGU), por meio da Procuradoria-Geral Federal (PGF) e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN). As medidas também alcançam produtores rurais, empregadores, pessoas físicas e ex-bolsistas de pesquisa.

Quem poderá participar do novo Desenrola MEI?

A nova modalidade de pequeno valor é direcionada aos Microempreendedores Individuais (MEIs) com créditos devidos de até cinco salários mínimos — R$ 8.105.

As condições anunciadas são:

  • dívida de até R$ 8.105;
  • entrada correspondente a 5%, sem desconto;
  • saldo parcelado em até 55 meses;
  • desconto de 50% nas condições previstas pela modalidade.

A janela de negociação começa em 1º de outubro de 2026.

Antes de aderir, o microempreendedor deve verificar quais débitos estão efetivamente inscritos em Dívida Ativa da União e quais modalidades aparecem disponíveis para seu CNPJ.

Nem toda dívida do MEI entra automaticamente

Esse é um ponto importante.

Ter uma guia DAS atrasada não significa necessariamente que o débito já esteja na Dívida Ativa da União.

Quando uma dívida tributária permanece sem pagamento e passa pelo processo de cobrança, ela pode ser encaminhada para inscrição em dívida ativa. A partir desse momento, a cobrança fica sob responsabilidade da PGFN.

O próprio governo orienta o MEI a consultar sua situação pelo Regularize, portal oficial da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

É dentro do sistema que aparecem as inscrições existentes e as opções de negociação disponíveis para cada contribuinte.

Como consultar se o MEI possui dívida?

O procedimento pode ser feito pela internet.

O microempreendedor deve acessar o portal Regularize utilizando sua conta Gov.br e consultar os débitos vinculados ao CNPJ.

Quando houver uma modalidade de transação disponível, a negociação também pode ser realizada digitalmente.

Nas modalidades da PGFN, o caminho normalmente passa pelas opções “Negociar Dívida”, acesso ao sistema de negociações e “Adesão à Transação”.

O sistema apresenta quais inscrições estão elegíveis e as condições disponíveis antes da confirmação do acordo.

Atenção: existem diferentes programas para MEI

A existência de diferentes editais torna necessário verificar exatamente qual modalidade aparece disponível.

O governo já mantém outras possibilidades de transação para Microempreendedores Individuais inscritos na Dívida Ativa da União.

No Edital nº 9/2026, por exemplo, existem modalidades baseadas na capacidade de pagamento, débitos considerados de difícil recuperação e transações de pequeno valor. Dependendo da situação, os descontos podem alcançar até 100% sobre juros, multas e encargos legais, respeitados os limites estabelecidos para redução do valor total da inscrição.

Isso significa que o MEI não deve simplesmente escolher uma negociação com base no maior percentual anunciado.

É necessário verificar qual edital se aplica à dívida e qual condição apresenta o menor custo total para o caso específico.

Governo também prorrogou outras renegociações

O anúncio não ficou restrito aos Microempreendedores Individuais.

Também foi prorrogado até 29 de janeiro de 2027 o prazo para determinadas transações envolvendo pessoas físicas e jurídicas com até R$ 45 milhões em débitos inscritos em dívida ativa.

Nessas modalidades, os descontos podem chegar a 100% sobre juros, multas e encargos legais, sem redução do principal, respeitando o limite de até 65% sobre o valor total da dívida.

Para grupos considerados prioritários — entre eles pessoas físicas, MEIs, microempresas, empresas de pequeno porte, cooperativas e Santas Casas — o limite pode chegar a 70% do valor total.

Ex-bolsistas também poderão negociar

Outra frente envolve pessoas que receberam bolsas de pesquisa de instituições federais.

Ex-bolsistas do CNPq e da Capes com débitos ativos também serão contemplados por modalidade específica de renegociação.

Segundo as condições divulgadas, os descontos podem chegar a 70%, com período de adesão previsto entre 16 de outubro de 2026 e 31 de março de 2027.

A medida alcança dívidas não tributárias relacionadas às instituições federais.

O que o MEI deve fazer antes de aderir

O primeiro passo é descobrir exatamente qual é a situação da dívida.

O microempreendedor deve verificar se o débito ainda está no Simples Nacional ou se já foi inscrito em Dívida Ativa da União.

Caso esteja na dívida ativa, a consulta deve ser feita no Regularize.

Também é importante comparar:

valor da entrada + percentual de desconto + quantidade de parcelas + valor total pago ao final.

As parcelas das transações podem sofrer atualização conforme as regras previstas em cada edital, por isso olhar apenas para o valor inicial da prestação pode não mostrar o custo total do acordo.

O próprio sistema da PGFN permite visualizar as condições aplicáveis antes da adesão.

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