Google Cloud dobra receita com avanço da IA e Gemini chega a 1 bilhão de usuários

Alphabet registra faturamento de US$ 127,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, impulsionada pela demanda por serviços de inteligência artificial e computação em nuvem

A Alphabet, controladora do Google, registrou receita de US$ 127,6 bilhões no terceiro trimestre de 2026, crescimento de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado, divulgado na quarta-feira (28), foi impulsionado pela expansão dos serviços de inteligência artificial e computação em nuvem.

O principal destaque foi o Google Cloud, cuja receita avançou 103% na comparação anual, alcançando US$ 30,7 bilhões. O desempenho reflete o aumento da demanda de empresas por infraestrutura de processamento, armazenamento de dados e ferramentas de inteligência artificial.

A companhia também informou que o aplicativo Gemini alcançou a marca de 1 bilhão de usuários, consolidando sua presença no mercado de assistentes de IA.

Lucro líquido recua apesar do crescimento da receita

Apesar do avanço do faturamento, a Alphabet registrou lucro líquido de US$ 26,2 bilhões, queda de aproximadamente 25% em relação ao terceiro trimestre de 2025, quando o resultado havia alcançado US$ 35 bilhões.

A redução foi influenciada principalmente por perdas de US$ 8,7 bilhões em investimentos em participações acionárias. O lucro operacional, por outro lado, cresceu 30%, chegando a US$ 40,6 bilhões.

Inteligência artificial impulsiona buscas e serviços do Google

Além do crescimento do Google Cloud, a Alphabet registrou aumento de 12% na receita de buscas e serviços relacionados, que alcançou US$ 63,3 bilhões.

Segundo Sundar Pichai, presidente-executivo do Google e da Alphabet, os investimentos em inteligência artificial estão contribuindo para ampliar o uso do mecanismo de busca, inclusive em pesquisas relacionadas a produtos e serviços.

A empresa também informou que seus modelos de inteligência artificial processam aproximadamente 32 bilhões de tokens por minuto por meio de suas APIs, volume mais de quatro vezes superior ao registrado um ano antes.

No segmento de assinaturas, o YouTube Music e o YouTube Premium ultrapassaram, juntos, 150 milhões de assinantes em todo o mundo, incluindo usuários em períodos de teste.

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