Uma petição internacional que pede à Sony a manutenção dos jogos físicos para PlayStation ultrapassou a marca de 220 mil assinaturas.
O movimento ganhou força após a empresa anunciar, em 1º de julho, que deixará de fabricar discos para novos títulos a partir de janeiro de 2028, concentrando os lançamentos em versões digitais ou em caixas contendo apenas códigos para download.
A mobilização foi criada na plataforma Change.org por Jade Pearce, CEO da rede canadense PNP Games, especializada na venda de jogos físicos.
A campanha reúne apoiadores de mais de 90 países e reflete a preocupação de parte da comunidade gamer com o futuro da preservação dos jogos e da propriedade dos produtos adquiridos.
PETIÇÃO: change.org/PSJogosFisicos
O debate ganhou ainda mais visibilidade após a Rockstar Games confirmar que Grand Theft Auto VI, previsto para chegar ao mercado em novembro, terá uma edição física sem disco, contendo apenas um código para download.
Segundo dados divulgados pela própria Sony, 78% das vendas completas de jogos para PlayStation no último ano fiscal já ocorreram por meio de downloads digitais, demonstrando a crescente preferência do mercado pelo formato online.
Para Jade Pearce, no entanto, o fim da mídia física representa a perda de direitos importantes para os consumidores.
“Um disco é um jogo real que você possui. Você pode emprestar, trocar, revender, presentear, colecionar ou passar para seus filhos. Uma caixa com apenas um código de download não é a mesma coisa”, afirmou.
Além dos impactos para os jogadores, a executiva argumenta que a mudança pode afetar varejistas, distribuidoras, fabricantes e o mercado de jogos usados, segmentos que movimentam milhares de empregos ao redor do mundo.
Diante da repercussão, a Sony indicou que poderá continuar produzindo versões físicas de jogos lançados antes de 2028. No entanto, a empresa mantém o plano de encerrar a fabricação de discos para novos títulos a partir daquela data.
A discussão reacende um debate cada vez mais presente na indústria dos videogames: o equilíbrio entre a praticidade do formato digital e a preservação da propriedade física dos jogos por parte dos consumidores.


