O governo federal lança nesta segunda-feira (4) o Novo Desenrola Brasil, um pacote de medidas voltado à redução do endividamento das famílias.
A iniciativa prevê a renegociação de dívidas com bancos e instituições financeiras, com condições facilitadas de pagamento.
De acordo com dados do Banco Central, cerca de 117 milhões de brasileiros tinham algum tipo de dívida com instituições financeiras no fim de 2024, cenário que impulsionou a criação do programa.
Entre os principais pontos do Novo Desenrola está a possibilidade de renegociação de débitos como cartão de crédito, cheque especial, crédito rotativo, crédito pessoal e dívidas do Fies.
Segundo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os juros serão limitados a 1,99% ao mês, com descontos que podem variar entre 30% e 90% sobre o valor total da dívida.
O programa deve atender pessoas com renda de até cinco salários mínimos, aproximadamente R$ 8 mil mensais. Outra medida prevista é a possibilidade de utilização de até 20% do saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para amortização das dívidas.
De acordo com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, a operação envolvendo o FGTS será feita entre instituições financeiras. Nesse modelo, a Caixa Econômica Federal transferirá o valor diretamente ao banco credor, mediante autorização do trabalhador.
Um dos pontos adicionais do programa é o bloqueio, por um período de um ano, do acesso a plataformas de apostas online para quem aderir à renegociação. A medida foi destacada pelo governo como forma de evitar novo endividamento.
O detalhamento completo do Novo Desenrola Brasil será apresentado em coletiva de imprensa prevista para as 10h, no Palácio do Planalto, com a participação de representantes da equipe econômica.
O lançamento ocorre em um contexto de busca do governo por medidas com impacto direto na renda e no consumo, em meio a desafios no Congresso e à aproximação do ciclo eleitoral de 2026. A estratégia inclui ações voltadas à recuperação de crédito e à redução de restrições no CPF, consideradas prioritárias para estimular a atividade econômica e ampliar o acesso ao mercado financeiro.


