Anvisa proíbe venda de fórmula infantil após risco de contaminação

Produto Aptamil Premium 1 teve lotes suspensos após identificação de toxina que pode causar vômitos e letargia

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu, nesta quinta-feira (19), a comercialização, distribuição e uso de três lotes da fórmula infantil Aptamil Premium 1, indicada para lactentes de até 6 meses. A medida foi adotada de forma preventiva após a identificação de contaminação por toxina no produto.

A decisão ocorre após a própria fabricante, a Danone, comunicar o recolhimento voluntário dos lotes afetados. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União.

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Lotes afetados pela medida

De acordo com a Anvisa, os lotes que devem ser retirados do mercado são:

  • 2026.09.07 (fabricação em 08/03/2025)
  • 2026.10.03 (fabricação em 03/04/2025)
  • 2026.09.09 (fabricação em 10/03/2025)

Os demais lotes do produto não foram impactados e continuam liberados para consumo.

Entenda o risco à saúde

A contaminação identificada envolve a toxina cereulida, produzida pela bactéria Bacillus cereus.

O consumo de alimentos contaminados pode provocar sintomas como:

  • Vômito persistente
  • Diarreia
  • Letargia (sonolência excessiva)
  • Lentidão de movimentos e reações

Em casos mais graves, pode haver dificuldade de resposta e alterações no comportamento da criança.

Orientações para os consumidores

Pais e responsáveis devem verificar o número do lote na embalagem do produto. Caso a fórmula pertença a um dos lotes interditados, a recomendação é não utilizar o alimento.

Para troca ou devolução, o consumidor deve entrar em contato diretamente com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) da fabricante.

Se a criança apresentar sintomas após o consumo da fórmula, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e, se possível, levar a embalagem do produto para auxiliar na avaliação.

Medida preventiva

Segundo a Anvisa, a proibição tem caráter preventivo e busca proteger a saúde dos consumidores, especialmente por se tratar de um produto destinado a recém-nascidos, grupo mais vulnerável a riscos alimentares.

A resolução RE 1.056/2026 detalha a medida e já está em vigor em todo o país.

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