A patente do medicamento Ozempic, utilizado no tratamento de diabetes tipo 2 e amplamente associado ao controle de peso, deixa de valer no Brasil nesta sexta-feira, 20 de março de 2026. A partir desta data, outras farmacêuticas passam a ter autorização para produzir e comercializar versões da substância semaglutida, princípio ativo do remédio.
A mudança marca o fim do período de exclusividade da fabricante original e inaugura uma nova fase no mercado farmacêutico, com expectativa de aumento da concorrência e possível redução nos preços.
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O que muda com o fim da patente
A patente é um mecanismo que garante exclusividade temporária para a exploração comercial de uma tecnologia ou medicamento. No Brasil, esse prazo costuma ser de até 20 anos. Com o encerramento desse período, a fórmula passa a ser de domínio público, permitindo a produção por outros laboratórios.
Na prática, isso significa que medicamentos genéricos e similares à base de semaglutida poderão ser desenvolvidos e comercializados, ampliando a oferta no mercado.
Expectativa de queda nos preços
A entrada de novos concorrentes tende a pressionar os preços para baixo, embora não haja ainda uma definição de valores ou prazos para a chegada efetiva dos genéricos às farmácias.
Estudos indicam que a concorrência no setor farmacêutico costuma gerar reduções progressivas nos preços. Com a chegada do primeiro genérico, a queda média pode superar 20%, podendo ser ainda maior à medida que novos fabricantes entram no mercado.
Apesar disso, fatores como custo de produção e disponibilidade de insumos podem influenciar o ritmo dessa redução.
Novos medicamentos em análise
Segundo matéria publicada no jornal OGlobo, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) já analisa 17 pedidos para registro de medicamentos baseados em semaglutida, o que indica forte interesse da indústria farmacêutica no segmento.
Empresas nacionais e internacionais se movimentam para lançar suas versões do medicamento, com expectativa de entrada gradual no mercado ao longo dos próximos meses.
Impacto para pacientes e sistema de saúde
O fim da patente também pode ampliar o acesso ao tratamento, especialmente para pacientes que hoje enfrentam dificuldades devido ao alto custo do medicamento.
Além disso, a redução de preços pode influenciar discussões sobre a incorporação da semaglutida em políticas públicas de saúde, como a oferta pelo Sistema Único de Saúde (SUS), tema que depende diretamente da viabilidade econômica do tratamento.
O que é a semaglutida
A semaglutida é um medicamento indicado principalmente para o tratamento do diabetes tipo 2, atuando no controle dos níveis de glicose no sangue. Nos últimos anos, também ganhou destaque por seu uso no tratamento da obesidade, devido ao efeito de redução do apetite.
Atenção!
Apesar da possível redução de preços e maior acesso no futuro, o uso de medicamentos como o Ozempic deve sempre ocorrer com prescrição médica. O tratamento envolve acompanhamento profissional, avaliação de riscos e definição da dose adequada para cada paciente.
A recomendação é que pessoas interessadas no uso da substância procurem orientação em unidades de saúde ou com médicos especializados antes de iniciar qualquer tratamento.


