Doenças reumáticas também atingem crianças e exigem diagnóstico precoce

Dores persistentes nas articulações, inchaço, rigidez ao acordar e dificuldade para caminhar ou brincar podem indicar doenças reumáticas na infância. Embora sejam frequentemente associadas ao envelhecimento, essas condições também afetam crianças e adolescentes e podem comprometer articulações, músculos, pele, olhos e outros órgãos. Entre as principais doenças reumáticas que atingem esse público estão a artrite idiopática juvenil, o lúpus eritematoso sistêmico, a dermatomiosite, as vasculites e a febre reumática. O diagnóstico precoce é fundamental para controlar a inflamação, reduzir o risco de complicações e preservar o desenvolvimento infantil.

Segundo a reumatologista pediátrica Beatriz Leão, especialista da Novaimuno, clínica do Grupo CITA, em Salvador, os pais devem estar atentos a sintomas recorrentes e evitar atribuir automaticamente as queixas das crianças ao crescimento.

“A artrite idiopática juvenil, por exemplo, pode provocar dor, inchaço e limitação dos movimentos, enquanto algumas doenças reumáticas apresentam manifestações que vão além das articulações, como manchas na pele, fraqueza muscular e febre persistente. A variedade de sintomas pode dificultar a identificação do problema, tornando a avaliação médica essencial diante de sinais persistentes ou progressivos”, explica a médica.

Beatriz Leão, reumatologista pediátrica (Acervo pessoal)

Além das dores, articulações quentes e inchadas, rigidez matinal, cansaço intenso e dificuldade para realizar atividades habituais também merecem atenção. Diante da suspeita, o pediatra pode encaminhar a criança ao reumatologista pediátrico, profissional responsável por investigar essas condições e orientar o tratamento.

“A avaliação pode envolver exame clínico e avaliações complementares, conforme cada caso. Já situações como febre associada a uma articulação muito dolorida e inchada, ou a incapacidade súbita de apoiar um membro, exigem atendimento urgente, pois podem indicar infecções que precisam de tratamento imediato”, ressalta a especialista.

Embora algumas doenças reumáticas sejam crônicas, o acompanhamento adequado permite controlar os sintomas e reduzir o risco de danos a longo prazo. O tratamento é individualizado e pode incluir medicamentos, monitoramento periódico e orientações para manter a atividade física e a rotina escolar, de acordo com as condições de cada criança.

Para as famílias, a recomendação é evitar a automedicação e procurar avaliação profissional quando os sintomas persistirem ou interferirem nas atividades diárias. A informação e o reconhecimento dos sinais de alerta são importantes para favorecer o diagnóstico oportuno, a qualidade de vida e o desenvolvimento saudável.

Sobre o Grupo CITA

O Grupo CITA – Centros Integrados de Terapia Assistida é uma holding de clínicas especializadas no cuidado de doenças raras e autoimunes. Com atuação em São Paulo e Salvador, tem como missão oferecer atendimento humanizado e integral, com suporte interdisciplinar nas etapas de prevenção, diagnóstico e tratamento.

O grupo reúne profissionais de diferentes especialidades, como Reumatologia, Dermatologia, Neurologia, Gastroenterologia e Alergologia, e destaca-se pelos padrões de qualidade, gestão e segurança no atendimento, contando com certificação e acreditação ONA.

Em São Paulo, integram o grupo as clínicas EV CITI. Em Salvador, fazem parte da rede as unidades Novaimuno, IBIS e Cliagen. A instituição tem como propósito unir ciência, inovação e acolhimento para contribuir com a qualidade de vida dos pacientes.

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