Turismo pet cresce e muda escolha de hotéis nas viagens em família

Com animais cada vez mais presentes nas férias, setor de turismo amplia serviços pet friendly; resorts em São Paulo já oferecem acomodações e estruturas específicas

Priorizar nos meus resultados Google

Viajar com animais de estimação está deixando de ser exceção e começa a influenciar a escolha de destinos e hospedagens no Brasil. Com um mercado pet que encerrou 2025 com faturamento próximo de R$ 78 bilhões, o setor de turismo também começa a adaptar serviços para famílias que não querem deixar seus animais em casa durante férias, feriados e viagens de fim de semana.

O movimento ganhou atenção também do poder público. Em 2026, o Ministério do Turismo, em parceria com a Unesco, iniciou um mapeamento nacional da oferta pet friendly no país, buscando identificar estabelecimentos, serviços e destinos preparados para receber turistas acompanhados de animais.

Na hotelaria, essa mudança aparece na adaptação de acomodações, áreas de circulação e serviços específicos para os pets.

Entre os empreendimentos que vêm investindo nesse público está o Clara Resorts, que recebe animais de pequeno porte em suas unidades de Dourado e Ibiúna, no interior de São Paulo.

Pets começam a fazer parte do planejamento da viagem

A possibilidade de levar o animal passou a integrar a lista de fatores considerados por parte dos turistas antes de reservar uma hospedagem.

Isso exige dos hotéis mais do que simplesmente autorizar a entrada dos animais. A estrutura precisa considerar onde eles poderão permanecer, quais ambientes podem frequentar e quais regras deverão ser seguidas pelos tutores durante a hospedagem.

“Para muitas famílias, viajar sem o pet já não faz sentido. Nosso papel é oferecer uma estrutura que permita essa convivência de forma responsável, garantindo conforto para quem viaja com o animal e também para os demais hóspedes”, afirma Taiza Krueder, CEO do Clara Resorts.

Nas duas unidades pet friendly do grupo, os animais recebem um kit com caminha, manta, comedouro, bebedouro e petiscos. As acomodações destinadas a esse público também ficam próximas de áreas externas para facilitar os passeios durante a estadia.

Como funciona a hospedagem com pets

No Clara Dourado, os animais de pequeno porte ficam nos apartamentos localizados no térreo.

A localização permite acesso mais rápido aos jardins, ao entorno do lago e a outros espaços externos utilizados para passeios.

No Clara Ibiúna, as acomodações pet friendly ficam no Bloco Vila da Mata, também com acesso às áreas externas e espaços de circulação.

Nem todas as áreas dos resorts, entretanto, são liberadas para os animais.

Os pets podem circular pelos jardins, áreas externas e demais espaços autorizados, enquanto restaurantes, piscinas e ambientes fechados de lazer permanecem restritos às pessoas.

Os tutores também continuam responsáveis pelo animal durante toda a viagem, incluindo vacinação, uso de guia, comportamento e cuidados necessários durante a estadia.

Nem todas as unidades recebem animais

Apesar da política adotada nas duas unidades paulistas, o Clara Arte, localizado em Brumadinho, Minas Gerais, não recebe animais de estimação.

A restrição está relacionada às normas de funcionamento e preservação do Instituto Inhotim, onde o empreendimento está localizado.

Por isso, quem pretende viajar acompanhado do pet precisa verificar previamente as regras específicas de cada hotel, mesmo quando diferentes empreendimentos pertencem ao mesmo grupo.

Turismo pet entra no radar do Ministério do Turismo

O crescimento desse tipo de viagem levou o Ministério do Turismo a iniciar em 2026, em parceria com a Unesco, um levantamento nacional sobre a oferta de serviços pet friendly.

O trabalho busca mapear empreendimentos turísticos preparados para receber animais e entender como o segmento está estruturado no Brasil.

A iniciativa também acompanha uma transformação mais ampla do mercado pet brasileiro, que movimenta dezenas de bilhões de reais por ano e influencia setores que vão além de alimentação, saúde e cuidados veterinários.

Hotelaria, transporte, restaurantes e destinos turísticos começam a disputar também o consumidor que considera o animal parte do planejamento das férias.

“Entendemos que, para muitos hóspedes, o pet é parte da família. Por isso, queremos que ele também possa fazer parte dos momentos de descanso, contato com a natureza e convivência que tornam uma viagem especial”, afirma Taiza.

Para os turistas, porém, a expansão da oferta pet friendly exige atenção às regras antes da reserva. Limites de tamanho ou peso, quantidade de animais permitidos, cobrança de taxas adicionais e restrições de circulação podem variar de um estabelecimento para outro.

A tendência é que essas informações ganhem cada vez mais peso na decisão de onde ficar à medida que viajar com animais se torna parte da rotina de mais famílias brasileiras.

Mais notícias

+
- Publicidade -
- Publicidade -

Veja também