Startup Summit reúne mil startups e coloca IA e investimentos no centro dos debates

Evento começa nesta quarta-feira (26) e espera receber cerca de 10 mil participantes para discutir inteligência artificial, investimentos, inovação e empreendedorismo

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Florianópolis recebe nesta semana um dos principais encontros do ecossistema brasileiro de inovação. O Startup Summit 2026 começou nesta quarta-feira (26), no CentroSul, reunindo fundadores, investidores, executivos e profissionais de tecnologia para discutir os caminhos para o crescimento das startups brasileiras.

A programação segue até sexta-feira (28) e reúne mil startups expositoras, cerca de 250 fundos de investimento e aproximadamente 10 mil participantes.

Além da apresentação de novas empresas e tecnologias, a edição deste ano coloca no centro da discussão questões diretamente relacionadas ao crescimento dos negócios, como inteligência artificial, internacionalização, fusões e aquisições (M&A), marketing, vendas e relacionamento entre startups e grandes empresas.

Evento terá 283 palestrantes em 17 trilhas

A programação conta com 283 palestrantes distribuídos por 17 trilhas de conteúdo, além de aproximadamente 150 palestras ao longo dos três dias.

Parte dos encontros foi organizada especificamente para discutir desafios enfrentados pelas empresas depois da criação de um produto ou tecnologia: como conseguir clientes, levantar capital, entrar em outros países ou preparar uma startup para uma aquisição.

“A programação foi pensada para contemplar desafios e oportunidades que as startups enfrentam hoje. Para além da tecnologia, é fundamental olhar para os negócios de ponta a ponta”, afirma Sabrina Rocha, organizadora do Startup Summit pelo Sebrae/SC.

Entre os nomes previstos estão Luiza Trajano, Miguel Nicolelis, KondZilla, Uri Levine, Rafael Kiso, Sérgio Sacani e Bret Waters, além de fundadores, investidores e executivos brasileiros e estrangeiros.

Inteligência artificial ganha trilha própria

A IA terá uma programação específica, com 10 palestras e 23 participantes.

A presença de uma trilha exclusiva mostra como a inteligência artificial deixou de ser apenas uma tecnologia utilizada por determinadas startups e passou a interferir em diferentes áreas dos negócios.

Marketing, atendimento, desenvolvimento de produtos, análise de dados, programação e automação de processos estão entre as frentes que vêm sendo transformadas pela tecnologia.

Outro debate previsto compara a corrida tecnológica de Estados Unidos e China e discute quais aprendizados podem ser aproveitados pelo Brasil.

Como levar uma startup para outros países?

A internacionalização também ganhou espaço próprio na programação.

Serão cinco encontros dedicados ao assunto, com participantes brasileiros e estrangeiros discutindo os desafios para empresas que pretendem entrar em novos mercados.

A questão é especialmente relevante para startups porque crescer fora do Brasil envolve muito mais do que traduzir um produto: legislação, cultura, formas de pagamento, contratação, impostos e aquisição de clientes podem mudar significativamente de um país para outro.

Fusões e aquisições entram na discussão

Outro tema que chama atenção é a presença de uma trilha dedicada a M&A, sigla em inglês para fusões e aquisições.

Para startups, uma aquisição pode representar tanto uma estratégia de expansão quanto uma possibilidade de saída para fundadores e investidores.

O Startup Summit terá cinco palestras dedicadas especificamente ao assunto.

Marketing e vendas também aparecem como uma área própria, reforçando uma discussão recorrente no setor: criar uma boa tecnologia não significa necessariamente conseguir transformá-la em um negócio sustentável.

250 fundos procuram oportunidades

A presença prevista de aproximadamente 250 fundos de investimento cria uma segunda dimensão para o encontro.

Durante os três dias, startups poderão apresentar seus modelos de negócio e buscar aproximação com investidores.

O movimento ocorre em um mercado no qual investidores passaram a observar com maior atenção indicadores como receita, eficiência operacional e capacidade de crescimento sustentável, além do potencial tecnológico das empresas.

Com mil startups reunidas em Florianópolis, o evento também funciona como uma vitrine para identificar quais tecnologias e modelos de negócios começam a ganhar espaço no mercado brasileiro.

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