O setor de shopping centers no Brasil ultrapassou pela primeira vez a marca de R$ 200 bilhões em faturamento anual, segundo dados da Abrasce. O desempenho reforça o ambiente favorável para a expansão de franquias, especialmente no segmento de moda infantil, que aposta no alto fluxo e no público qualificado desses espaços.
De acordo com o Censo Brasileiro de Shopping Centers 2025/2026, divulgado pela Abrasce (Associação Brasileira de Shopping Centers), o faturamento do setor registrou crescimento de 1,2% em relação a 2024. Para 2026, a expectativa é de alta de 1,4% no consolidado anual, além da inauguração de 11 novos empreendimentos no país.
Diante deste cenário, marcas do varejo infantil intensificam seus planos de expansão em centros comerciais. A Milon, especializada em vestuário infantil com inspiração europeia, é um dos exemplos. Com mais de 130 unidades no Brasil, todas localizadas em shopping centers, a empresa pretende ampliar sua presença nacional e encerrar 2026 com 155 lojas.

Em 2025, a marca registrou crescimento de 22% e faturamento de R$ 250 milhões. O desempenho foi impulsionado pela estratégia de expansão e fortalecimento das operações. No indicador Same Store Sales, o avanço foi de 13%, evidenciando a consistência do modelo de negócio. Para este ano, a expectativa é de crescimento de 32% na receita.
Segundo Claudinei Martins, diretor executivo comercial e de marketing do Grupo Kyly, detentor da marca, o ambiente dos shoppings favorece o relacionamento com o público.
“Ao observar o mercado, identificamos oportunidades relevantes para o segmento infantil em shopping centers, especialmente para marcas com proposta diferenciada e atendimento personalizado. Esses espaços fortalecem a experiência de compra e contribuem para a consolidação da marca”, afirma.
Os dados da Abrasce também mostram a relevância econômica do setor. O Brasil conta atualmente com 658 shoppings em operação, distribuídos em 253 cidades. O segmento gera mais de 1 milhão de empregos diretos e mantém taxa média de ocupação de 95,4%.
Além disso, cerca de 471 milhões de pessoas circulam mensalmente pelos empreendimentos. O tempo médio de permanência chegou a 80 minutos, o maior já registrado pela entidade, reforçando o papel dos shoppings como centros de consumo, lazer e serviços.
Com alta ocupação, fluxo constante e aumento no tempo de permanência dos consumidores, os shopping centers seguem como um dos principais vetores de crescimento para franquias no Brasil, consolidando oportunidades especialmente em nichos como o de moda infantil.
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