O comércio eletrônico brasileiro deve ultrapassar R$ 220 bilhões em faturamento este ano, segundo dados do setor. Mas além do crescimento, chama atenção outro número: montar um e-commerce competitivo para empresas em 2025 pode custar entre R$ 170 mil e R$ 500 mil, dependendo do modelo de negócio e do nível de maturidade digital.
A estimativa é da Backlgrs, startup especializada na implementação de Salesforce no Brasil.
A análise da empresa também reforça que e-commerces dentro dessa faixa de investimento já contam com alta disponibilidade (99,99%), infraestrutura robusta e histórico comprovado de estabilidade, sem falhas mesmo em datas críticas como a Black Friday.
“A diferença entre um e-commerce que cresce de forma sustentável e outro que estagna ou quebra está na capacidade de estruturar um ecossistema tecnológico verdadeiramente seguro, personalizado, escalável, integrado e centrado no cliente, seja ele final ou corporativo. Em 2025, o improviso já não tem mais espaço. O consumidor está mais exigente, o mercado mais competitivo, e as margens mais apertadas. Quem ainda trata o digital como canal secundário está perdendo relevância. Investir em tecnologia não é mais uma vantagem — é uma condição básica de sobrevivência no mercado atual.”, afirma Guilherme Carvalho, CEO da Backlgrs.
Investimentos variam conforme o modelo e a complexidade da operação
De acordo com o levantamento, para operações B2C, o custo inicial pode variar de R$ 50 mil a R$ 300 mil, considerando o porte da empresa, a personalização da experiência do usuário e a integração com sistemas como ERP, CRM e logística.
No entanto, esse intervalo costuma abranger plataformas iniciais, que podem não oferecer o nível ideal de personalização, segurança e disponibilidade exigido por operações mais robustas. Já no modelo B2B, que exige um nível ainda maior de customização e gestão de relacionamento, o investimento pode superar R$ 500 mil, dependendo da complexidade da operação.
Tanto no B2C quanto no B2B, os projetos considerados referência já incorporam recursos de alta disponibilidade, personalização profunda da experiência e mecanismos que garantem performance estável mesmo em picos de acesso.
Segundo Carvalho, um dos grandes erros das empresas ao iniciar no digital é subestimar a complexidade da jornada de compra online. “No B2B, por exemplo, a automação de processos, a personalização por cliente, e a integração com sistemas legados são essenciais. No B2C, a experiência precisa ser fluida, omnichannel e com suporte em tempo real. Tudo isso tem custo mas também alto retorno quando bem executado.”
Tendência é de soluções modulares e escaláveis
A Backlgrs destaca ainda a tendência crescente do uso de plataformas modulares, como o Salesforce Commerce Cloud, que permitem que empresas iniciem com uma base sólida e escalem conforme o crescimento do negócio. Isso reduz riscos, garante mais estabilidade e facilita a adaptação às mudanças do mercado — sem comprometer a performance da operação.
“Hoje, vender online é apenas o ponto de partida. O verdadeiro diferencial está na capacidade de criar jornadas digitais consistentes, personalizadas e contínuas. As empresas que entendem isso estão construindo relacionamentos duradouros com seus clientes, baseados em confiança e valor percebido. Para isso, não basta estar presente no digital é preciso investir de forma inteligente em tecnologia, dados e estratégia para entregar experiências relevantes em escala,” conclui Carvalho.


