A eliminação do Brasil na Copa do Mundo 2026, no dia 5 de julho, derrubou quase instantaneamente o interesse por “camisa do Brasil” no Google Trends.
Mas o mesmo não aconteceu com as buscas por “bet”: segundo dados do Trends para a última semana, o interesse pelo termo manteve um padrão cíclico de picos diários entre 80 e 100 pontos, inclusive nos dias seguintes à eliminação, com consultas em alta como “betano aposta ao vivo” (+80%), “aposta jogo do brasil” (+50%) e “casa de aposta chinesa” (+40%).


A diferença de comportamento entre os dois interesses é reveladora: enquanto a compra de um produto-símbolo, como a camisa, depende diretamente do resultado emocional do time (vitória ou eliminação), a aposta esportiva se sustenta pelo evento em si. A Copa continua, outras seleções seguem em disputa, e o hábito de apostar, uma vez formado durante o torneio, não depende de o Brasil estar ou não na competição.
“Camisa é emoção, aposta é hábito. Uma depende do resultado do jogo, a outra depende só do jogo existir. É por isso que um colapsa e o outro não: uma vez formado, o hábito digital tem vida própria, independente do gatilho emocional que o criou“, afirma Júlia Neves, CEO da Optimiza Marketing.
Para o setor de apostas, o dado sugere que a Copa não é apenas uma janela de aquisição de novos usuários enquanto o Brasil disputa o torneio. O hábito criado tende a se manter mesmo depois que o principal gatilho emocional (torcer pela Seleção) desaparece.


