Luísa Sonza encontrou um cenário diferente daquele de suas outras passagens pelo Rock in Rio. Responsável por abrir o Palco Mundo nesta segunda-feira (7), a cantora apresentou o novo espetáculo “Brutal Paraíso” diante de uma plateia ainda esvaziada na Cidade do Rock.
O contraste ficou ainda mais evidente ao longo do dia. Horas depois, uma multidão se concentraria no Palco Sunset para acompanhar o Roupa Nova, enquanto Gilberto Gil e Elton John reuniriam grandes públicos diante do Palco Mundo.
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Em uma data marcada por artistas de diferentes gerações e por repertórios carregados de clássicos e músicas românticas, Luísa Sonza levou ao palco uma proposta bastante diferente: coreografias, sensualidade, batidas de funk e pop, grandes projeções nos telões e diferentes trocas de figurino.
A apresentação também começou cedo. Luísa subiu ao palco pouco depois das 16h, em uma programação que havia sido antecipada, enquanto o Rio ainda enfrentava temperaturas mais baixas depois da chuva que atingiu a cidade.
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Do pop à bossa nova
Apesar do público menor, Luísa Sonza apresentou um espetáculo ambicioso e dividido em diferentes momentos.
A cantora começou explorando uma estética mais próxima do pop rock, com músicas como “Doce Mentira”, “Santa Maculada” e “Luísa Manequim”. “Lança Menina” ainda trouxe uma referência a “Lança Perfume”, clássico de Rita Lee.
Um dos momentos mais diferentes veio com a entrada de Roberto Menescal.
A participação do músico levou a apresentação para a bossa nova e reduziu temporariamente o ritmo das coreografias e da produção visual. Ao lado de Menescal, Luísa cantou “Chico”, “Um Pouco de Mim”, “Você” e “Samba de Verão”.
O encontro mostrou uma Luísa distante da artista que normalmente aparece associada às grandes coreografias e às batidas do pop e do funk.
Depois, o espetáculo passou novamente por músicas mais introspectivas, entre elas “Penhasco”, antes de mudar completamente de direção.
Sensualidade marca reta final
Foi na última parte que a Luísa Sonza mais conhecida pelo grande público voltou a dominar o Palco Mundo.
Com troca de figurino, bailarinos e coreografias mais sensuais, a cantora acelerou o espetáculo com músicas como “Modo Turbo”, “Campo de Morango”, “Motinha 2.0”, “Tropical Paradise”, “A Dona Aranha” e “Telefone”.
A performance foi ousada e explorou bastante a gigantesca estrutura de LED do Palco Mundo.
Mas havia um contraste evidente entre o que acontecia no palco e o perfil de boa parte do público que circulava pela Cidade do Rock naquele dia.
A segunda-feira reuniu uma programação especialmente voltada para diferentes gerações da música. Roupa Nova atraiu uma multidão ao Palco Sunset, enquanto Gilberto Gil e Elton John estavam entre os artistas mais aguardados da noite.
Luísa, portanto, ocupava uma posição peculiar dentro desse line-up: era uma das principais representantes do pop brasileiro contemporâneo em um dia fortemente marcado pela nostalgia.
Público menor não passou despercebido
O espaço livre diante do Palco Mundo chamou atenção durante a apresentação.
Além da diferença de perfil entre Luísa e algumas das principais atrações do dia, o horário antecipado, o frio e o fato de a cantora ter sido responsável pela abertura do palco principal ajudam a explicar a plateia menor.
A apresentação também enfrentou problemas de áudio em alguns pontos. Nas músicas de batidas mais pesadas, o som chegou a ficar embolado, prejudicando a compreensão da voz da cantora em determinadas áreas.


