Haaland pela frente: Brasil encara rival que nunca conseguiu vencer

Com retrospecto incômodo de duas derrotas e dois empates, Seleção Brasileira reencontra a Noruega nas oitavas da Copa de 2026 em busca de vaga nas quartas e da primeira vitória histórica sobre o rival europeu.

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A Seleção Brasileira já conhece seu adversário nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Após eliminar o Japão por 2 a 1, com um gol nos acréscimos, a equipe comandada por Carlo Ancelotti terá pela frente a Noruega, que garantiu a classificação ao superar a Costa do Marfim também pelo placar de 2×1. O confronto está marcado para o próximo domingo e traz consigo um ingrediente especial: um tabu que dura quase quatro décadas.

Apesar de ser a maior campeã mundial, com cinco títulos, o Brasil jamais venceu a Noruega em confrontos pela seleção principal masculina. O retrospecto registra quatro partidas, com duas vitórias norueguesas e dois empates. Os escandinavos são uma das poucas seleções do mundo que nunca perderam para a Amarelinha.

O primeiro encontro aconteceu em 1988, em um amistoso disputado em Oslo, e terminou empatado por 1 a 1. Nove anos depois, a Noruega surpreendeu ao vencer o Brasil por 4 a 2 em outro amistoso, resultado que chamou atenção do futebol mundial.

Mas o capítulo mais marcante dessa rivalidade foi escrito na Copa do Mundo de 1998, na França. Já classificado para a próxima fase, o Brasil acabou derrotado por 2 a 1 pelos noruegueses na última rodada da fase de grupos. O resultado garantiu a histórica classificação da Noruega e representou a primeira derrota brasileira em Copas desde o Mundial de 1990.

O duelo mais recente entre as seleções ocorreu em 2006, novamente em Oslo, e terminou empatado por 1 a 1. Desde então, os caminhos das duas equipes não voltaram a se cruzar.

Geração de Haaland desafia favoritismo brasileiro

A Noruega chega embalada pela melhor campanha de sua história recente em Mundiais. Liderada pelo astro Erling Haaland e pelo meia Martin Ødegaard, a seleção europeia avançou ao mata-mata após uma campanha consistente e agora sonha em repetir os feitos históricos de 1998.

Do lado brasileiro, a classificação veio com emoção. Depois de sair atrás no placar diante do Japão, a equipe reagiu na segunda etapa, empatou com Casemiro e garantiu a vitória nos acréscimos com Gabriel Martinelli. O resultado reforçou a capacidade de reação do time de Ancelotti e manteve vivo o sonho do hexacampeonato.

Chance de quebrar um tabu histórico

Mais do que uma vaga nas quartas de final, o confronto representa uma oportunidade para o Brasil encerrar uma escrita incômoda. Em toda a história, nenhuma geração da Seleção conseguiu derrotar a Noruega. Agora, com Vinícius Júnior, Rodrygo, Martinelli, Bruno Guimarães e companhia, a Amarelinha terá a missão de superar um adversário que sempre se mostrou indigesto.

Se vencer, o Brasil não apenas seguirá vivo na busca pelo sexto título mundial, como também colocará fim a um dos tabus mais curiosos do futebol de seleções.

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