A inteligência artificial está avançando de assistente para uma espécie de “funcionário digital” dentro das empresas. A startup Ema anunciou nesta quarta-feira (23) uma rodada de investimento de US$ 77 milhões para ampliar agentes de IA capazes de executar processos completos em áreas como recursos humanos, tecnologia e finanças.
Fundada em 2023 por Surojit Chatterjee, ex-executivo do Google e da Coinbase, e Souvik Sen, ex-Okta, a empresa chama seus sistemas de “AI employees” — funcionários de IA.
Diferentemente de um chatbot que apenas responde a perguntas, os agentes podem utilizar os softwares que a empresa já possui, executar tarefas em diferentes sistemas, conferir o próprio trabalho e solicitar aprovação humana quando necessário.
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IA pode reduzir dependência de softwares
A proposta pode afetar também o mercado tradicional de software corporativo.
Em vez de um funcionário precisar entrar em diferentes plataformas para abrir chamados, consultar informações, preencher dados e solicitar aprovações, um agente pode realizar essas etapas entre os sistemas.
Segundo Chatterjee, alguns clientes já caminham para reduzir a dependência de grandes plataformas de software como serviço (SaaS), que poderiam passar a funcionar principalmente como bases de dados acessadas pelos agentes. Essa é, por enquanto, uma avaliação do executivo e não uma tendência comprovada para todo o mercado.
A Ema afirma possuir mais de 1 milhão de usuários corporativos ativos e mais de 50 contratos empresariais. Entre seus clientes estão Hitachi, ADP, PwC e Wipro. A startup diz ainda que sua receita cresceu 50 vezes nos últimos dois anos, embora não tenha divulgado o faturamento atual.
A nova rodada foi liderada pela Creaegis e contou com investidores como Accel, Section 32 e Prosus. Com o aporte, a Ema já levantou US$ 140 milhões desde sua criação.
A empresa pretende usar os recursos principalmente para ampliar vendas, marketing e o desenvolvimento de seus agentes, além de avançar para novos mercados, incluindo a América do Sul.
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