O uso de imóveis públicos ociosos estará entre os principais temas do CIMI360, Congresso Internacional do Mercado Imobiliário, que acontece nos dias 27 e 28 de agosto, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
Em sua terceira edição, o evento reunirá profissionais brasileiros e estrangeiros para discutir alternativas capazes de transformar prédios e terrenos sem utilização em ativos com novas funções econômicas e sociais.
Segundo estimativa apresentada pela organização do CIMI360, o patrimônio imobiliário de União, estados e municípios pode alcançar cerca de R$ 12 trilhões em valores de mercado. O número não representa uma avaliação oficial consolidada dos três níveis de governo.
Para Heitor Kuser, CEO e idealizador do congresso, a manutenção de imóveis sem utilização representa não apenas um custo, mas também uma oportunidade perdida.
“O país paga para não usar o que já é seu. Cada imóvel parado é uma oportunidade urbanística perdida: poderia ser habitação social, distrito industrial, condomínio logístico”, afirma.
De imóveis públicos à tokenização
A programação do CIMI360 será organizada em quatro eixos principais: Imóveis Públicos, Distressed Assets, Consórcios e Tokenização Imobiliária.
O congresso também acontece em conjunto com o XI Congreso Inmobiliario Latinoamericano, da Confederação Imobiliária Latinoamericana (CILA).
Segundo a organização, os eventos devem reunir mais de 10 mil profissionais de 40 países.
Entre os participantes internacionais anunciados estão Lily Chang, presidente mundial da FIABCI; Luca Bertalot, secretário-geral da EMF-ECBC; Jean-Côme d’Almeida, diretor comercial do MIPIM e MAPIC; e Pepe Gutiérrez, especialista em inteligência artificial aplicada ao mercado imobiliário.
A programação também terá a participação de Ana Abrunhosa, prefeita de Coimbra e ex-ministra da Coesão Territorial de Portugal, que participará das discussões relacionadas ao aproveitamento de imóveis públicos.
Imóveis podem ter novas funções
Além da possibilidade de gerar receita por meio de venda, concessões e parcerias, o congresso pretende discutir usos sociais para propriedades atualmente subutilizadas.
Uma das propostas que estarão em debate é a identificação prévia de prédios públicos que possam funcionar como abrigos temporários durante enchentes e outros desastres.
O modelo é inspirado em experiências internacionais e ganhou relevância no Brasil após as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024.


