Anvisa aprova registro de cinco novas canetas de semaglutida para tratamento do diabetes tipo 2

Comparados ao Ozempic, injetáveis estimulam insulina e saciedade; agência também alerta para golpes e venda ilegal de produtos sem registro

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de cinco novos medicamentos injetáveis à base de semaglutida para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 que não apresentam controle glicêmico adequado.

Os produtos, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras” por também favorecerem a perda de peso, foram autorizados como complemento à dieta e à prática de exercícios físicos.

As aprovações foram publicadas no Diário Oficial da União desta quarta-feira (29), por meio das Resoluções nº 2.941/2026 e nº 2.942/2026.

Os medicamentos aprovados são:

  • Owozy, da Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
  • Seemasun, da Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.
  • Zempneo, da Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
  • Semavy, da Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
  • Orsema, da Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Segundo a Anvisa, os medicamentos poderão ser utilizados quando o tratamento com metformina for inadequado devido à intolerância do paciente ou à existência de contraindicações.

Medicamentos utilizam semaglutida sintética

Os novos produtos foram registrados por comparação com o medicamento biológico Ozempic e utilizam como princípio ativo a semaglutida obtida por via sintética.

A substância é um análogo do hormônio GLP-1, responsável por estimular a produção de insulina, auxiliar no controle da glicemia e aumentar a sensação de saciedade.

De acordo com a agência reguladora, esta representa a maior aprovação já realizada no Brasil de medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. O crescimento dos pedidos de registro ocorreu após o desenvolvimento, em 2022, de versões sintéticas da substância produzidas em laboratório.

Atualmente, cerca de 68% dos pedidos de registro de medicamentos injetáveis para obesidade e diabetes protocolados na Anvisa correspondem a produtos sintéticos.

Anvisa alerta para golpes envolvendo “canetas emagrecedoras”

A agência também reforçou que não comercializa medicamentos e que sua atuação se limita à avaliação e ao registro dos produtos, garantindo requisitos de segurança, eficácia e qualidade antes da comercialização no país.

Com isso, a Anvisa alerta que são falsos os anúncios divulgados na internet que afirmam vender medicamentos em nome da agência. Em casos de fraude, a orientação é que os usuários façam a denúncia por meio da plataforma Fala.BR.

Retatrutida continua sem aprovação

A Anvisa também voltou a alertar sobre a Retatrutida, medicamento experimental desenvolvido pela farmacêutica Eli Lilly.

Segundo o órgão, o produto ainda não foi aprovado para uso em nenhum país e permanece em fase final de estudos clínicos. No Brasil, a empresa responsável sequer solicitou o registro do medicamento junto à Anvisa.

Apesar disso, a agência afirma que o produto vem sendo comercializado ilegalmente em sites e redes sociais, com apreensões frequentes nas fronteiras brasileiras por se tratar de contrabando.

A orientação é que a população não adquira medicamentos de origem desconhecida, já que o consumo de produtos sem registro pode representar riscos imprevisíveis à saúde. A Anvisa também disponibilizou informações em seu portal para esclarecer as diferenças entre medicamentos autorizados, importados, experimentais e falsificados.

Fonte: Agência Brasil

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