As ações da Puma saltaram quase 20% na bolsa de Frankfurt nesta segunda-feira (25), registrando o maior avanço desde 2001. O motivo, no entanto, não está ligado a resultados financeiros, mas sim às especulações sobre uma possível mudança no controle acionário da marca esportiva alemã.
A notícia que movimentou o mercado foi de que a família Pinault, que controla 29% da Puma por meio da holding Artémis, estaria avaliando a venda de sua participação na empresa. Segundo informações de mercado, assessores já teriam sido contratados para analisar alternativas estratégicas e potenciais compradores foram sondados.
Desafios recentes da Puma
O movimento acontece em um período delicado para a companhia. Desde novembro do ano passado, a Puma perdeu cerca de 57% de seu valor de mercado, pressionada por queda nas vendas em mercados-chave como Estados Unidos, Europa e China. Além disso, a concorrência de rivais como Nike e Adidas tem se intensificado.
No segundo trimestre de 2025, a Puma reportou prejuízo operacional de € 98 milhões, com vendas de € 1,94 bilhão. O desempenho reforça a necessidade de revisão estratégica para recuperar competitividade e confiança dos investidores.
Posição no setor
Atualmente avaliada em cerca de US$ 3,7 bilhões, a Puma ocupa a terceira posição no ranking global de artigos esportivos, à frente de marcas como Under Armour e Skechers, mas ainda distante da liderança de Nike e Adidas.
Futuro em aberto
A possível saída da família Pinault abre espaço para diferentes cenários: desde a entrada de um novo controlador até um reposicionamento estratégico que pode redefinir o papel da Puma no mercado global. Para investidores, consumidores e concorrentes, os próximos passos da companhia serão decisivos para seu futuro no setor esportivo.


