Cães e gatos deixaram há muito tempo de movimentar apenas o mercado de ração. Saúde, medicamentos, serviços veterinários, produtos premium e diferentes soluções de bem-estar transformaram os animais de estimação em um negócio de quase R$ 78 bilhões por ano no Brasil.
O setor pet faturou R$ 77,96 bilhões em 2025, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas do Setor de Animais de Estimação (Abempet). O resultado representa crescimento nominal de 3,45% sobre 2024. Como a inflação do período ficou em 4,26%, porém, o mercado registrou retração em termos reais.
Mesmo com a desaceleração, o tamanho do mercado continua atraindo investimentos de grandes empresas, que buscam aumentar sua participação principalmente em alimentação especializada, saúde e serviços.
Empreender no mercado pet: oportunidades em um setor em expansão no Brasil
Alimentação concentra mais da metade do mercado
O maior negócio continua sendo a comida dos animais. Em 2025, o segmento de pet food movimentou cerca de R$ 41,4 bilhões, respondendo por mais da metade do faturamento do setor.
Mas a disputa começa a avançar para produtos de maior valor agregado.
Empresas investem em alimentos desenvolvidos para diferentes idades, portes e condições de saúde, enquanto medicamentos, consultas veterinárias, exames e outros serviços ampliam o ecossistema criado ao redor dos animais de estimação.
A dimensão desse mercado também está relacionada à presença dos pets nos lares brasileiros. Dados da Abempet apontam uma média estatística de 1,8 animal de estimação por residência no país.
O desafio para as empresas agora é crescer em um mercado que permanece bilionário, mas já não avança no mesmo ritmo observado durante e logo depois da pandemia.
Com alimentação respondendo pela maior parte das vendas, a busca por novas receitas passa cada vez mais por transformar cuidados antes considerados adicionais — de saúde a serviços especializados — em parte recorrente dos gastos das famílias com seus animais.


