O Festival de Cinema Brasileiro de Paris chega à 28ª edição com uma programação que reúne estreias, documentários, homenagens e debates sobre o cenário do audiovisual nacional. O evento destaca produções recentes e celebra nomes consagrados do cinema brasileiro.
Entre os destaques está o documentário “Da Lata – 30 Anos”, dirigido por Paulo Severo, que revisita o álbum de Fernanda Abreu, considerado um marco da música brasileira nos anos 1990. O filme reúne material inédito e 33 depoimentos para reconstituir o processo criativo e o impacto cultural da obra.
Na mesma noite, será exibido “Querido Mundo”, dirigido por Miguel Falabella e Hsu Chien. O longa rendeu à atriz Malu Galli o Kikito de Melhor Atriz no Festival de Gramado e conta com nomes como Marcello Novaes, Pedro Novaes, Eduardo Moscovis e Danielle Winits no elenco.
Taís Araujo e Lázaro Ramos são homenageados
A edição de 2026 terá como principais homenageados Taís Araujo e Lázaro Ramos. Pela primeira vez na história do festival, um casal recebe a principal honraria do evento.
A cerimônia acontece no dia 12 de abril e será conduzida pela atriz e diretora Aïssa Maïga. A mostra dedicada aos artistas reúne obras marcantes de suas trajetórias, como “Medida Provisória”, “Madame Satã”, “Tudo o que Aprendemos Juntos”, “Pixinguinha – Um Homem Carinhoso” e “Filhas do Vento”.
Tributo a Paulo Gustavo emociona programação
Outro momento de destaque será o tributo ao humorista Paulo Gustavo, também no dia 12 de abril.
A homenagem inclui a exibição de “Minha Mãe é uma Peça 3”, além de um vídeo inédito produzido pela Globo Filmes. O dermatologista Thales Bretas, viúvo do ator, estará presente ao lado da atriz Ingrid Guimarães.
Na mesma noite, o público poderá conferir um trecho inédito da comédia “Minha Melhor Amiga”, estrelada por Ingrid Guimarães e Mônica Martelli, além do filme “Agentes Muito Especiais”, baseado em uma ideia original de Paulo Gustavo e Marcus Majella.
A programação inclui ainda a nova mostra Sessão da Tarde – Sucessos de 2025, dedicada a produções recentes do cinema nacional, além da Sessão Documentário, exibida diariamente.
Entre os títulos selecionados estão “O Agente Secreto”, de Kleber Mendonça Filho, “Manas”, de Mariana Brennand Fortes, “O Último Azul”, de Gabriel Mascaro, “Vitória”, de Andrucha Waddington, e “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional em 2025.
Realizado anualmente na capital francesa, o Festival de Cinema Brasileiro de Paris reúne mais de cinco mil espectadores e se consolida como uma das principais vitrines do audiovisual nacional no exterior.
Em 2026, mais de 30 produções serão exibidas em seis mostras: Competitiva, Hors-Concours, Documentários, Homenagem, Tributo, Sessão Escolar e a nova Sessão da Tarde.
Desafios para o audiovisual brasileiro no exterior
A diretora do festival, Kátia Adler, destacou os desafios para viabilizar o evento e a falta de políticas públicas estruturadas de apoio.
Segundo ela, a difusão internacional do cinema brasileiro ainda depende de iniciativas independentes e parcerias locais.
“Há uma dificuldade em consolidar o apoio institucional a esse tipo de iniciativa, apesar do impacto cultural e estratégico que o cinema brasileiro tem no exterior”, afirma.


