YouTube passa a permitir venda de produtos da Amazon em vídeos e Shorts

Criadores poderão marcar produtos diretamente nos conteúdos e receber comissões pelas compras realizadas; novidade começa pelos Estados Unidos

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O YouTube passou a permitir que criadores de conteúdo nos Estados Unidos marquem produtos da Amazon diretamente em vídeos, Shorts e transmissões ao vivo para receber comissões pelas compras geradas a partir das recomendações. A integração aproxima o programa de afiliados da plataforma de uma das maiores varejistas do mundo e transforma os próprios conteúdos em vitrines para produtos vendidos pela Amazon.

A novidade, anunciada nesta quinta-feira (27), coloca a Amazon dentro do programa de afiliados do YouTube Shopping e reduz uma etapa comum na monetização de influenciadores: a necessidade de direcionar o público para links de afiliados inseridos na descrição dos vídeos.

Inicialmente, a possibilidade de adicionar produtos da Amazon estará disponível para criadores elegíveis nos Estados Unidos. As marcações, no entanto, poderão aparecer para usuários de outros países.

Compra fica mais próxima do conteúdo

Na prática, o novo sistema transforma recomendações feitas durante os vídeos em uma espécie de vitrine integrada ao conteúdo.

A Amazon fornecerá ao YouTube um catálogo selecionado de produtos populares e em alta que poderão ser marcados pelos criadores. Caso determinado item não esteja disponível, será possível solicitar sua inclusão ao suporte da plataforma.

O YouTube também poderá automatizar parte desse processo. Criadores que ativarem a marcação automática poderão ter seus vídeos analisados pelo sistema da plataforma para identificar produtos elegíveis da Amazon e inserir as respectivas tags.

A estratégia tenta diminuir a distância entre a descoberta de um produto e a decisão de compra.

Em um experimento realizado pelo YouTube entre 14 e 29 de julho de 2026, vídeos que utilizaram tags de produtos do YouTube Shopping registraram mais de 110% de aumento nos cliques em comparação com conteúdos que dependiam apenas de links inseridos na descrição.

Criadores recebem comissão

Para utilizar a integração, o criador precisa participar do Programa de Parcerias do YouTube e do programa de afiliados do YouTube Shopping nos Estados Unidos.

Também é necessário possuir uma conta ativa no Amazon Influencer Program ou no Amazon Associates Program e vinculá-la ao canal.

Depois da habilitação, os produtos disponíveis poderão ser selecionados dentro do YouTube Studio.

Os criadores terão acesso a informações agregadas sobre cliques, vendas e receita estimada. A plataforma, porém, não mostrará quais produtos ou vídeos específicos foram responsáveis por determinada compra realizada na Amazon.

As comissões serão pagas por meio do Google AdSense junto aos demais pagamentos do programa de afiliados do YouTube.

Caso um consumidor devolva um produto comprado por meio da indicação, a comissão correspondente será descontada do saldo do criador.

Tags poderão aparecer fora dos Estados Unidos

Embora apenas criadores elegíveis nos Estados Unidos possam adicionar produtos da Amazon neste primeiro momento, as tags poderão ser exibidas internacionalmente.

Segundo o YouTube, a plataforma poderá tentar associar automaticamente o produto marcado a uma oferta de um comerciante local considerado confiável. Dessa forma, o criador poderá receber comissão em compras internacionais elegíveis.

Quando uma oferta local não estiver disponível, o consumidor poderá ser direcionado para a loja americana da Amazon ou para uma vitrine local disponível.

Por enquanto, não há confirmação de quando criadores brasileiros poderão utilizar diretamente a integração com a Amazon.

YouTube amplia aposta no comércio dentro dos vídeos

A entrada da Amazon reforça a tentativa do YouTube de transformar o consumo de conteúdo em uma oportunidade de comércio eletrônico.

O YouTube Shopping já permite que criadores elegíveis promovam produtos de empresas participantes do programa. Com a chegada da Amazon, a plataforma incorpora ao sistema de afiliados o catálogo de uma das maiores varejistas online do mundo.

Para os criadores, a mudança cria mais uma possibilidade de receita além da publicidade tradicional, patrocínios e outras formas de monetização.

Para YouTube e Amazon, a integração também aproxima três etapas que tradicionalmente aconteciam em ambientes diferentes: a descoberta de um produto por meio de um influenciador, o interesse do consumidor e a compra.

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