O crescimento dos veículos híbridos e elétricos no Brasil começa a provocar mudanças também no mercado de climatização automotiva. No primeiro semestre de 2026, foram emplacados 215.023 veículos leves eletrificados no país, alta de 125% em relação aos 95.493 registrados no mesmo período de 2025, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE).
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Com a expansão da frota, tecnologias como compressores elétricos de alta tensão, gerenciamento térmico de baterias e sistemas voltados à eficiência energética ganham espaço. O movimento também cria novas demandas para fabricantes, distribuidores, oficinas e profissionais especializados.
As mudanças aproximam a climatização automotiva de áreas como eletrificação, gestão de energia e controle térmico. O tema estará entre os assuntos discutidos na Febrava RIO, que será realizada entre os dias 6 e 8 de outubro, no Riocentro, no Rio de Janeiro.
“A eletrificação está mudando sistemas que já fazem parte da rotina dos veículos e trazendo novas exigências para a indústria e para os profissionais. Acompanhar esse movimento é importante para entender como o AVAC-R está avançando para novas aplicações e incorporando tecnologias que exigem conhecimento cada vez mais especializado”, afirma Tatiana Rassini, gerente-geral da Febrava RIO.
Ar-condicionado ganha novas funções nos veículos eletrificados
Uma das principais mudanças ocorre no compressor do ar-condicionado. Nos veículos convencionais, o componente normalmente é acionado mecanicamente pelo motor a combustão. Nos modelos híbridos e elétricos, são utilizados compressores elétricos de alta tensão, que permitem que a climatização funcione independentemente do motor.
Essa arquitetura também aproxima o sistema de ar-condicionado do gerenciamento térmico de outros componentes, como bateria, eletrônica de potência e motor elétrico.
“Nos veículos eletrificados, a climatização passa a ter uma função mais ampla. O sistema não está relacionado apenas ao conforto dos passageiros, mas também ao controle da temperatura de componentes importantes para o funcionamento e a eficiência do veículo”, explica André Eduardo Oliveira, diretor da Mastercool Brasil e especialista em climatização automotiva.
Nos veículos 100% elétricos, a eficiência do sistema ganha ainda mais importância porque a climatização utiliza energia armazenada na bateria de tração. Entre as tecnologias empregadas estão bombas de calor, pré-condicionamento da cabine enquanto o automóvel está conectado ao carregador e climatização por zonas.
Oficinas precisam acompanhar novas tecnologias
A mudança também chega às oficinas. Componentes de alta tensão, compressores elétricos e diferentes especificações de refrigerantes e lubrificantes exigem novos procedimentos de diagnóstico, manutenção e segurança.
Ao mesmo tempo, a frota brasileira passa a reunir veículos com diferentes gerações de tecnologia, aumentando a necessidade de capacitação dos profissionais.
“A convivência entre diferentes tecnologias amplia a necessidade de capacitação e de troca de conhecimento. É uma transformação que já está acontecendo e que envolve toda a cadeia”, afirma Tatiana Rassini.
Serviço:
Febrava RIO
Data: 6 a 8 de outubro
Local: Riocentro
Credenciamento: Clique aqui


