Vai viajar no fim do ano? Agosto pode ser a hora de começar a planejar

Passagens, hospedagem, câmbio e documentos estão entre os pontos que merecem atenção de quem pretende viajar no Natal, Réveillon ou nas férias

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O fim do ano ainda parece distante, mas quem pretende viajar durante o Natal, o Réveillon ou as férias escolares já pode começar a fazer as contas. Com o aumento da procura nos últimos meses do ano, deixar passagens, hospedagem e roteiro para mais perto da data pode significar menos opções disponíveis e custos maiores.

O movimento acontece em um momento de alta do turismo brasileiro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as atividades turísticas cresceram 4,6% em 2025 e chegaram ao maior patamar da série histórica, puxadas principalmente pelo transporte aéreo de passageiros, hotéis e outros serviços de hospedagem.

A aviação também registrou números recordes. Dados do Ministério de Portos e Aeroportos apontam que 130 milhões de passageiros foram transportados no país ao longo de 2025.

Diante da procura elevada, agosto pode funcionar como um ponto de partida para quem pretende viajar no fim do ano. A antecedência permite pesquisar preços, comparar hospedagens, acompanhar o câmbio em viagens internacionais e verificar documentos sem a pressão das semanas que antecedem o embarque.

Para Meg Getz, especialista em turismo internacional com mais de 40 anos de experiência, olhar apenas para o preço da passagem é um erro comum na hora de calcular quanto uma viagem realmente vai custar.

“Viajar bem começa muito antes do embarque. Quem se organiza com antecedência consegue comparar preços, acompanhar as oscilações do câmbio, escolher melhor a hospedagem e montar um roteiro muito mais inteligente. O resultado aparece não apenas no bolso, mas em toda a experiência da viagem”, afirma.

Antecedência pode ampliar as opções

Quanto mais próximas ficam as festas de fim de ano e as férias escolares, maior tende a ser a disputa por voos, quartos de hotel e atrações em destinos bastante procurados.

Por isso, o planejamento não deve considerar apenas quanto custa chegar ao destino. Localização da hospedagem, deslocamentos, horários das atrações e perfil dos viajantes também podem interferir no orçamento.

Uma diária mais barata, por exemplo, nem sempre representa economia se o hotel estiver distante das principais atrações e exigir gastos constantes com transporte. O mesmo vale para um roteiro que concentre atividades em regiões muito distantes umas das outras no mesmo dia.

“Planejar uma viagem não é apenas comprar passagem e reservar hotel. Cada destino tem suas particularidades, seus melhores horários, formas mais inteligentes de deslocamento e experiências que nem sempre aparecem nos roteiros tradicionais”, explica Meg.

Redes sociais ajudam, mas exigem organização

Instagram, TikTok e Pinterest se tornaram importantes fontes de inspiração para viajantes. O problema aparece quando dezenas de recomendações são adicionadas ao roteiro sem considerar distâncias, horários e o tempo necessário para cada atividade.

“Muita gente passa meses salvando vídeos, fotos e dicas no Instagram, no TikTok e no Pinterest. Quando percebe, tem um verdadeiro quebra-cabeça nas mãos. São dezenas de lugares incríveis, mas sem saber o que fica perto, o que vale mais a pena priorizar, quanto tempo levará cada deslocamento ou até se tudo cabe na mesma viagem”, diz a especialista.

Em cidades grandes, organizar as atrações por região pode fazer diferença tanto no tempo quanto no orçamento. Em Nova York, por exemplo, atravessar Manhattan várias vezes no mesmo dia pode significar mais tempo no transporte e menos horas disponíveis para os passeios.

A recomendação é selecionar as atrações consideradas prioritárias e, a partir delas, distribuir as demais atividades levando em consideração a localização e o tempo de deslocamento.

Documentação também precisa entrar na conta

Para viagens internacionais, a antecedência ganha outro peso. Além de passaporte e eventual necessidade de visto, é preciso verificar regras de entrada no país, seguro-viagem e outros documentos exigidos pelo destino.

Organizar esses itens previamente também reduz a quantidade de decisões e problemas que podem aparecer perto do embarque.

“O objetivo de uma viagem não é passar o dia resolvendo problemas. É viver experiências. Quanto mais organizado estiver o planejamento, mais tempo sobra para conhecer lugares, descansar e criar boas lembranças”, afirma Meg.

O que organizar agora para viajar no fim do ano?

Quem pretende aproveitar os próximos meses para preparar a viagem pode começar por cinco pontos:

  • Orçamento: estabeleça quanto pode gastar antes de escolher destino, passagens e hospedagem;
  • Passagens: acompanhe os preços e compare datas próximas, principalmente se houver flexibilidade;
  • Câmbio: em viagens internacionais, acompanhe a cotação da moeda e considere esse custo no orçamento;
  • Documentos: confira validade do passaporte e as exigências de entrada do destino;
  • Roteiro: organize atrações por região e considere o tempo necessário para os deslocamentos.

Mais do que preencher todos os dias com passeios, o planejamento antecipado serve para identificar o que realmente cabe no orçamento e no tempo disponível.

“Quanto mais inteligente for essa preparação, maiores são as chances de economizar, evitar imprevistos e voltar para casa levando aquilo que realmente importa: boas lembranças”, conclui Meg.

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