Vai viajar para a neve? Veja 5 imprevistos comuns e como evitá-los

Quedas no gelo, queimaduras solares e problemas com voos estão entre os riscos que podem surpreender turistas em destinos como Bariloche e Valle Nevado

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Viajar para destinos de neve exige alguns cuidados que vão além de escolher roupas adequadas para enfrentar as baixas temperaturas. Quedas em ruas congeladas, queimaduras solares, problemas com medicamentos e cancelamentos de voos estão entre os imprevistos que podem afetar turistas durante as férias de inverno.

A atenção é especialmente importante para brasileiros que viajam para destinos como Bariloche, na Argentina, e Valle Nevado, no Chile, dois dos locais mais procurados da América do Sul para aproveitar a temporada de neve.

O turismo na América Central e do Sul deve crescer 4,1% em 2026, segundo projeção do Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC), acima da expansão global estimada em 3,2%.

Veja também: Quanto custa viajar para a neve da América do Sul na temporada de inverno 2026

Veja cinco imprevistos que podem acontecer durante uma viagem para a neve e os cuidados que ajudam a reduzir os riscos.

1. Quedas em ruas e calçadas congeladas

Um dos perigos pode aparecer antes mesmo de o turista chegar às pistas de esqui.

Caminhar sobre gelo ou neve compactada exige atenção, principalmente para quem não está acostumado a essas condições. Escorregões podem provocar torções, luxações e até fraturas.

Um risco adicional é o chamado black ice, uma camada fina de gelo que pode se formar sobre ruas e calçadas e ser difícil de identificar.

Para reduzir o risco, uma das principais recomendações é utilizar calçados adequados para neve e com solado antiderrapante.

2. Queimaduras solares mesmo com temperaturas baixas

Frio não significa ausência de radiação ultravioleta.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a neve pode refletir até 80% da radiação UV. Em regiões montanhosas, a exposição também pode aumentar em função da altitude.

Por isso, protetor solar continua sendo necessário mesmo quando a temperatura está abaixo de zero ou o céu está nublado.

Protetor labial e óculos com proteção UV também são importantes para evitar queimaduras, ressecamento dos lábios e problemas nos olhos.

3. Dirigir em estradas com neve e gelo

Alugar um carro pode facilitar os deslocamentos em destinos de inverno, mas dirigir em estradas congeladas exige cuidados adicionais.

Gelo e neve compactada reduzem a aderência dos pneus. O black ice torna a situação ainda mais delicada porque pode não ser percebido pelo motorista antes de o veículo perder aderência.

Antes de pegar a estrada, é importante consultar as condições meteorológicas e verificar as exigências locais para circulação durante o inverno.

Também é necessário observar as diferenças entre as proteções oferecidas pela locadora e o seguro viagem.

Segundo a Coris, danos ao automóvel normalmente são cobertos pelo seguro da locadora ou por proteções específicas contratadas para o veículo. Já eventuais despesas médicas provocadas por um acidente podem estar contempladas pelo seguro viagem, dependendo das condições da apólice.

4. Medicamentos podem ser afetados pelo frio

Quem utiliza medicamentos que precisam permanecer dentro de uma determinada faixa de temperatura deve redobrar os cuidados.

Insulinas, canetas utilizadas no tratamento de diabetes e alguns tipos de colírio, por exemplo, podem ser afetados caso sejam submetidos a temperaturas inadequadas.

O congelamento pode alterar as propriedades de determinados medicamentos e comprometer sua eficácia.

Por isso, o viajante deve seguir as orientações de conservação estabelecidas pelo fabricante e planejar como fará o transporte durante deslocamentos em regiões muito frias.

5. Nevascas podem provocar atrasos e cancelamentos de voos

Condições meteorológicas também podem alterar completamente um roteiro.

Nevascas, tempestades de inverno e baixa visibilidade podem provocar atrasos e cancelamentos de voos, comprometendo conexões, reservas de hotéis e passeios.

Por isso, quem viaja durante a temporada de neve deve considerar alguma margem no planejamento, principalmente quando há conexões ou atividades reservadas logo após a chegada.

Também é importante verificar previamente quais situações estão cobertas pelo seguro viagem contratado.

“Os imprevistos mais frequentes acontecem durante caminhadas pelas cidades, deslocamentos entre atrações ou até pela exposição prolongada ao frio — e, muitas vezes, ao sol, que parece inofensivo em razão da baixa sensação térmica”, explica Cláudia Brito, sócia-diretora Comercial da Coris.

O que levar e como se preparar para uma viagem à neve?

Algumas medidas simples podem reduzir os riscos durante uma viagem para destinos de inverno:

  • use calçados com solado antiderrapante;
  • leve protetor solar e protetor labial;
  • utilize óculos com proteção contra raios UV;
  • escolha roupas adequadas para temperaturas negativas;
  • confira como transportar e conservar medicamentos;
  • acompanhe a previsão do tempo antes de deslocamentos;
  • evite dirigir sobre neve ou gelo sem experiência;
  • verifique antecipadamente as coberturas e exclusões do seguro viagem.

Para quem pretende praticar esqui, snowboard ou outras atividades na neve, também é importante verificar se essas modalidades estão incluídas no seguro contratado.

“Em viagens para destinos de inverno, vale verificar se o seguro viagem contempla coberturas como despesas médicas e hospitalares, remoção médica, assistência farmacêutica e extravio de bagagem”, afirma Cláudia Brito.

Segundo a executiva, o viajante também deve conferir se o plano contratado contempla as atividades previstas no roteiro e conhecer previamente as exclusões da apólice.

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