Novo Tiguan aposta em potência para enfrentar SUVs híbridos no Brasil

Nova geração do SUV da Volkswagen chega com 272 cv, cabine mais tecnológica e foco em desempenho em um mercado cada vez mais dominado por modelos eletrificados

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O mercado brasileiro vive uma transformação acelerada nos SUVs. Enquanto marcas chinesas apostam em eletrificação e eficiência energética para conquistar consumidores, fabricantes tradicionais tentam equilibrar desempenho, tecnologia e identidade própria em um segmento cada vez mais competitivo.

A Volkswagen coloca justamente essa proposta nas ruas com a nova geração do Volkswagen Tiguan. Totalmente reformulado, o SUV chega às concessionárias nesta quinta-feira (7) com motor mais potente, nova cabine digital e a missão de reconquistar espaço em um mercado que mudou bastante desde a estreia do modelo no Brasil, em 2009.

Visualmente, o Tiguan abandona parte do desenho conservador das gerações anteriores e aposta em uma identidade mais tecnológica. Os faróis afilados com assinatura IQ.Light Matrix em LED, conectados por faixas luminosas e logos iluminados, aproximam o SUV da nova linguagem global da Volkswagen. Pela primeira vez no Brasil, um modelo da marca recebe esse conjunto completo de iluminação.

A nova geração também parece menos racional e mais emocional. O Tiguan deixou de ser apenas um SUV familiar para tentar ocupar uma posição mais premium, apostando em acabamento refinado, cabine sensorial e desempenho acima da média.

Receita mais apimentada

Volkswagen Tiguan 2026 — Foto: divulgação / Volkswagen

Debaixo do capô, a Volkswagen decidiu seguir um caminho diferente da maioria dos rivais chineses. Em vez de eletrificação, o novo Tiguan aposta em um motor 2.0 turbo tradicional, mas bastante potente.

O propulsor EA888 Evo5 entrega 272 cv e 35,7 kgfm de torque, acoplado ao câmbio automático de oito marchas e à tração integral 4Motion. Segundo a marca, trata-se do Tiguan mais potente já vendido no Brasil.

Na prática, o SUV oferece uma condução mais linear e previsível do que muitos híbridos do segmento. Não existe preocupação em alternar modos elétricos ou gerenciar baterias. A proposta aqui é outra: entregar força imediata e comportamento mais esportivo.

O sistema Haldex gerencia automaticamente a distribuição de torque entre as rodas e adapta o comportamento do carro conforme o terreno. O SUV ainda conta com seis modos de condução:

  • Eco;
  • Normal;
  • Sport;
  • Individual;
  • Snow;
  • Off-road.

No modo off-road, o Tiguan adiciona informações específicas na central multimídia, como inclinação, altitude e ângulo das rodas, reforçando a proposta aventureira do utilitário.

Interior mais digital

Volkswagen Tiguan 2026 — Foto: divulgação / Volkswagen

Por dentro, o SUV talvez represente a maior ruptura da Volkswagen nos últimos anos.

Conhecida por interiores conservadores e extremamente padronizados, a marca alemã decidiu mudar a receita. O novo Tiguan aposta em uma cabine mais tecnológica, com grandes telas flutuantes, iluminação ambiente e visual menos sóbrio.

São mais de 25 polegadas de telas no interior, incluindo o painel Digital Cockpit Pro de 10,25 polegadas com visualização 3D dos assistentes de condução.

A experiência interna tenta equilibrar sofisticação e praticidade. A Volkswagen também começou a abandonar os comandos excessivamente sensíveis ao toque, uma das principais críticas dos consumidores nos últimos anos.

O resultado é um ambiente mais moderno, mas ainda amigável para quem prefere comandos físicos e ergonomia tradicional.

Mais sofisticado, mais caro

Volkswagen Tiguan 2026 — Foto: divulgação / Volkswagen

A Volkswagen também decidiu simplificar a gama. O novo Tiguan será vendido apenas na versão R-Line e sem opcionais. Rodas de 19 polegadas e teto solar panorâmico já fazem parte da lista de série.

O SUV chega com seis opções de cores, incluindo os inéditos Azul Pacífico e Cinza Ascot. Há ainda duas opções de acabamento interno, com combinações em preto, cinza e marrom.

Mas toda essa sofisticação cobra seu preço.

Em um mercado dominado por SUVs híbridos recheados de tecnologia e preços agressivos, o novo Tiguan entra em uma faixa elevada e terá como desafio convencer um consumidor que hoje valoriza eficiência energética tanto quanto desempenho.

Modelos como o GWM Haval H6 PHEV19 oferecem proposta semelhante em espaço, tecnologia e equipamentos, mas apostam em consumo menor e eletrificação como diferencial.

A Volkswagen, por outro lado, aposta no comportamento dinâmico, no refinamento mecânico e no peso histórico da marca.

Open Doors e condições especiais

Para marcar a chegada da nova geração, a Volkswagen promove mais uma edição do Open Doors, evento especial realizado nas concessionárias da marca. Os clientes terão acesso a financiamento com taxa zero, mediante 60% de entrada e saldo em até 30 parcelas.

Quem entregar um Tiguan usado na troca recebe bônus de R$ 20 mil. Proprietários de outros modelos da Volkswagen terão bônus de R$ 10 mil.

A marca também oferece condições especiais para blindagem pelo programa Blindagem Vale+, incluindo financiamento com taxa de 0,99% para as primeiras 120 unidades.

No fim das contas, o novo Tiguan parece menos preocupado em seguir tendências e mais focado em preservar a essência dos SUVs alemães tradicionais. A Volkswagen refinou a receita, aumentou a potência e elevou o nível tecnológico do modelo.

Resta saber se, em um mercado cada vez mais elétrico e racional, ainda há espaço para um SUV que aposta no prazer ao dirigir como principal ingrediente.

+ Leia mais em nossa coluna Sobre Rodas

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