A Loovi Seguros anunciou a recompra da participação societária ligada ao empresário Pablo Marçal, encerrando o ciclo do influenciador e investidor na companhia. A operação ocorre poucos meses após a empresa receber a licença definitiva S3 da Superintendência de Seguros Privados (Susep) e faz parte da estratégia da insurtech para fortalecer sua governança corporativa e preparar o caminho para uma futura abertura de capital (IPO).
Segundo a empresa, a reorganização societária faz parte de um processo de amadurecimento institucional, com foco em compliance, independência administrativa e expansão dos negócios. O movimento acontece em um momento de crescimento do mercado segurador brasileiro, especialmente no segmento automotivo.
De acordo com dados do setor citados pela companhia, o Brasil possui uma frota de cerca de 65,4 milhões de veículos, dos quais aproximadamente 73% não contam com seguro. A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) projeta que o mercado segurador arrecade R$ 808 bilhões em 2026, enquanto o segmento de seguros de automóveis deve registrar crescimento de 7,1% no período.
Empresa projeta dobrar faturamento
A Loovi afirma que, diante das recentes mudanças e da ampliação de suas operações, espera mais do que dobrar o faturamento em 2026, superando a marca de R$ 150 milhões em receita.
A companhia também mantém uma meta de longo prazo: figurar entre as principais seguradoras de automóveis do país na próxima década.
Foco em governança e mercado de capitais
Para o fundador e presidente da Loovi, Quézide Cunha, a saída de Marçal representa uma nova fase para a empresa.
Segundo o executivo, o investidor teve papel relevante em um momento específico da trajetória da companhia, mas a estratégia atual exige uma estrutura mais alinhada às exigências do mercado de capitais.
“A instituição é maior do que qualquer acionista ou executivo. Entramos agora em uma fase de maior maturidade institucional, com foco em governança, compliance e preparação para uma futura abertura de capital”, afirmou.
Pablo Marçal diz que ciclo foi concluído
Pablo Marçal afirmou que a venda de sua participação está alinhada à sua estratégia como investidor.
Segundo ele, sua tese de investimento é baseada na identificação de empresas com potencial de crescimento, capacidade de escala e oportunidades de valorização que permitam uma saída futura com retorno financeiro.
“Meu objetivo de saída foi alcançado. Agora sigo focado nos meus projetos e no propósito de contribuir para o Brasil”, declarou.
A operação de recompra das ações contou com assessoria jurídica dos escritórios Chenut Advogados e Panucci, Severo e Nebias Advogados.
Mercado segue aquecido
O movimento da Loovi acontece em um cenário de transformação do setor de seguros, impulsionado pelo avanço das insurtechs e pela digitalização dos serviços financeiros. Empresas do segmento têm buscado ampliar a oferta de produtos, reduzir custos operacionais e aumentar a penetração do seguro automotivo em um mercado ainda considerado pouco explorado no Brasil.


