O Grupo Morena Rosa lançou um novo modelo de franquia com investimento inicial a partir de R$ 120 mil, valor que reduz significativamente a barreira de entrada para empreendedores interessados no varejo de moda feminina. A iniciativa faz parte da estratégia de expansão da companhia para cidades do interior e busca ampliar sua presença em mercados onde a empresa já concentra boa parte das vendas.
Batizado de Super Light, o novo formato foi desenvolvido para profissionais que desejam abrir o próprio negócio, como ex-gerentes de lojas, vendedoras e empreendedoras locais. O investimento é inferior ao exigido pelas franquias tradicionais do grupo, que podem superar R$ 700 mil, considerando implantação, estoque e capital de giro.
O principal diferencial do modelo é a forma de abastecimento. Em vez de comprar as peças antecipadamente, a franqueada paga pelos produtos somente após a venda ao consumidor final. O sistema realiza automaticamente a divisão do valor da compra entre a operação local e a indústria, reduzindo a necessidade de capital imobilizado e o risco de estoque, um dos principais desafios do varejo de moda.
A nova operação utiliza a estrutura já existente do Grupo Morena Rosa, que reúne as marcas Morena Rosa, Maria Valentina, Iódice e Zinco. Toda a produção é realizada no Brasil, o que, segundo a empresa, facilita o abastecimento das lojas e o desenvolvimento das coleções.
A expansão será concentrada, inicialmente, em municípios do interior. De acordo com a companhia, cerca de 70% das vendas já são realizadas em cidades com menos de 100 mil habitantes, mercado que a empresa considera estratégico para o crescimento da rede.
“O interior faz parte da história do Grupo Morena Rosa desde a nossa origem. Foi nesses mercados que construímos uma relação sólida com as consumidoras e desenvolvemos um profundo conhecimento sobre seus hábitos e necessidades. Ao longo dos anos, vimos essas cidades se tornarem cada vez mais relevantes para o varejo brasileiro”, afirma Lucas Franzato, CEO do Grupo Morena Rosa.
Segundo a empresa, unidades que faturam acima de R$ 80 mil por mês podem registrar margem líquida entre 15% e 20%, dependendo das características da operação e do mercado onde estão instaladas.
A expectativa é inaugurar cinco unidades-piloto até dezembro de 2026. Os resultados servirão de base para a expansão nacional do modelo nos próximos anos.
Para Lucas Franzato, o objetivo é tornar o ingresso no franchising mais acessível ao reduzir um dos principais obstáculos enfrentados pelos pequenos varejistas.
“Eliminamos a necessidade de compra antecipada de estoque e diminuímos a pressão sobre o capital de giro, dois dos maiores desafios do varejo de moda. Ao mesmo tempo, entregamos o suporte de um grupo com décadas de experiência, quatro marcas consolidadas e produção 100% nacional”, afirma.


