Foo Fighters, Rise Against, The Hives e Nova Twins comandam o Palco Mundo nesta sexta-feira (4), primeiro dia do Rock in Rio 2026. Fora do espaço principal, porém, a programação reserva uma sequência de shows que ajuda a apresentar diferentes momentos do rock brasileiro.
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Giovanna Moraes, Chady, Venere Vai Venus e Leela estão entre os nomes que merecem atenção na Cidade do Rock. As apresentações passam pelos palcos Global Village e Supernova, dois espaços importantes para quem pretende descobrir novos artistas ou reencontrar bandas que marcaram outras fases da música nacional.
Enquanto Chady, Giovanna e Venere Vai Venus vivem o momento de ampliar suas trajetórias diante de um público maior, o Leela retorna com a experiência de uma banda que ajudou a construir o rock alternativo brasileiro dos anos 2000.
Chady abre o Palco Supernova
O primeiro show do Rock in Rio 2026 será de Chady. O cantor e compositor carioca sobe ao Palco Supernova às 14h30, dando início oficialmente à programação musical da Cidade do Rock.

Nascido e criado no Rio de Janeiro, o artista construiu uma sonoridade que combina rock, pop e elementos da música brasileira. Entre suas influências estão Detonautas, Ana Carolina, Lagum e Marisa Monte.
As composições partem de experiências pessoais e histórias próximas. “Maria”, uma das músicas mais conhecidas de seu repertório, foi inspirada na irmã do cantor.
A estreia no festival representa a realização de um desejo antigo. Em entrevista ao N4 News, Chady contou que, quando assistia a outros artistas, tinha dificuldade de prestar atenção apenas na apresentação porque ficava imaginando como seria enxergar o público de cima do palco.
“Eu sinto que tenho muito a evoluir ainda. É trazer o máximo da minha verdade como pessoa, o que gosto de escutar e o que gosto de tocar para os palcos”, afirmou.
O perfil completo e a entrevista com o cantor estão na matéria Quem é Chady? Conheça um dos artistas confirmados no Rock in Rio 2026.
Giovanna Moraes leva a força do underground
Às 15h, a programação começa no Global Village com Giovanna Moraes, também conhecida como GGG. A cantora e compositora chega ao festival com um trabalho construído no circuito independente e marcado por letras diretas.
Seu repertório mistura rock, pop, elementos eletrônicos e influências do rap feminino brasileiro. Entre suas referências estão Charlie Brown Jr., Detonautas, NX Zero, CPM 22, Nirvana, Hole, Miley Cyrus, Duquesa e NandaTsunami.

A relação de Giovanna com a composição parte da necessidade de dizer aquilo que gostaria de ter ouvido durante a adolescência. Suas músicas abordam identidade, amadurecimento, expectativas sociais e os desafios enfrentados pelas mulheres.
Mesmo depois de passar pelo Lollapalooza e conquistar uma vaga no Rock in Rio, a artista ainda se considera parte do underground. Ela também fala abertamente sobre as dificuldades financeiras e profissionais de quem tenta viver da música autoral no Brasil.
“Quero dizer coisas que ninguém falou para mim quando eu estava crescendo. Quando vejo meninas cantando minhas músicas ou dizendo que se identificaram, sinto que talvez elas consigam passar por isso de uma forma diferente”, contou ao N4 News.
No Global Village, Giovanna apresenta canções do projeto Rumo a Tóquio, trabalho que amplia a mistura entre guitarras, pop e música eletrônica.
A trajetória da cantora pode ser conhecida na matéria Giovanna Moraes: do underground ao Rock in Rio sem abrir mão da própria identidade.
Leela reencontra o público carioca
Depois de Giovanna Moraes, o Global Village recebe o Leela às 16h50. Liderada pela cantora e guitarrista Bianca Jhordão, a banda representa uma geração que ganhou espaço nas rádios, na MTV e nas trilhas de novelas durante os anos 2000.

Formado no Rio de Janeiro em 2001, o grupo alcançou projeção nacional com o álbum homônimo lançado em 2004. Músicas como “Te Procuro” ajudaram a consolidar a identidade da banda, baseada na combinação entre guitarras do rock alternativo e melodias pop.
O reconhecimento levou o Leela a vencer o prêmio de revelação no VMB, promovido pela MTV, e a receber uma indicação ao Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock Brasileiro em 2005. A banda também abriu apresentações de Avril Lavigne no Brasil.
O show no Rock in Rio propõe um encontro entre memória e renovação. A apresentação deve reunir músicas que marcaram a trajetória do grupo e trabalhos mais recentes, permitindo que antigos fãs dividam espaço com um público que talvez esteja conhecendo a banda pela primeira vez.
A presença do Leela logo após Giovanna Moraes cria uma conexão interessante dentro da programação. De um lado, uma banda liderada por uma mulher que abriu espaço no rock nacional há mais de duas décadas. Do outro, uma artista independente que discute os obstáculos ainda enfrentados pelas mulheres na cena atual.
Venere Vai Venus vive ascensão rápida
Às 18h, a atenção passa para o Palco Supernova, onde a Venere Vai Venus faz sua estreia no Rock in Rio.

Formada em São Paulo em 2022, a banda é composta por Lua Dultra nos vocais, Ávila na guitarra, Takashi no baixo e Caio Luigi na bateria. Em apenas quatro anos, o grupo avançou do circuito independente para alguns dos principais espaços dedicados ao rock no país.
A sonoridade mistura rock alternativo, indie, blues e elementos da música brasileira. A estética visual e as letras introspectivas também ocupam uma posição importante na identidade da banda.
A trajetória começou com uma apresentação para cerca de 200 pessoas. Em 2023, a Venere Vai Venus venceu um concurso que lhe garantiu a abertura de um show do Capital Inicial no Classic Hall, em Recife, diante de mais de 8 mil pessoas.
Dois anos depois, o grupo venceu o Concurso de Bandas do João Rock. No mesmo período, lançou Divino, primeiro álbum de estúdio, e ampliou o alcance de músicas como “Anjos” e “Circo”.
A banda chega ao Rock in Rio com mais de 1 milhão de ouvintes mensais no Spotify. A apresentação no Supernova será mais uma etapa de uma ascensão construída em pouco tempo, mas sustentada por repertório autoral e experiência acumulada nos palcos.
Um roteiro fora do circuito principal
Os quatro shows formam um roteiro quase contínuo durante a tarde. É possível começar com Chady no Supernova, seguir para Giovanna Moraes e Leela no Global Village e retornar ao Supernova para a apresentação da Venere Vai Venus.
A sequência também permite observar diferentes caminhos dentro do rock nacional. Chady chega com uma composição marcada pelas experiências pessoais e pela relação com o Rio. Giovanna carrega a independência do underground. Leela representa a memória afetiva dos anos 2000. A Venere Vai Venus aponta para a renovação do rock alternativo.
Depois desse circuito, o público ainda poderá acompanhar atrações como Hot Milk, Capital Inicial, The Hives, Rise Against e Foo Fighters nos palcos Mundo e Sunset.
Horários dos quatro shows
| Artista | Horário | Palco |
|---|---|---|
| Chady | 14h30 | Supernova |
| Giovanna Moraes | 15h | Global Village |
| Leela | 16h50 | Global Village |
| Venere Vai Venus | 18h | Supernova |
Os horários podem sofrer alterações. A recomendação é acompanhar as atualizações no aplicativo e no line-up oficial do Rock in Rio.


