O influenciador digital Felca voltou ao YouTube nesta terça-feira (20) com um vídeo em que compartilha experiências pessoais relacionadas à fobia social, ao bullying e à dependência de álcool. O criador de conteúdo, que ganhou projeção nacional após publicar um vídeo sobre a adultização de crianças nas redes sociais, também anunciou um projeto para enfrentar suas dificuldades de interação.
Na gravação, Felca apresenta um laudo médico e afirma que o vídeo é um dos mais difíceis de sua trajetória. Ele relata que começou a sofrer bullying aos 12 anos, durante o período escolar, e que as experiências de humilhação e exclusão contribuíram para o desenvolvimento de dificuldades de convivência social.
Felca revela dependência de álcool
O influenciador conta que passou a consumir bebidas alcoólicas para conseguir participar de eventos, entrevistas e gravações. Segundo seu relato, o consumo, inicialmente utilizado para aliviar a ansiedade, acabou se transformando em dependência.
Felca também revelou que sofreu um acidente doméstico após ingerir álcool, resultando na fratura de duas costelas.
Apesar de ter conquistado milhões de seguidores, ele afirma que a exposição pública não eliminou suas dificuldades para interagir com outras pessoas.
Influenciador anuncia desafio de 90 dias
Como parte de sua tentativa de retomar a convivência social, Felca anunciou o #simfel, um desafio de 90 dias em que pretende aceitar convites e participar de atividades que normalmente evitaria por causa da ansiedade.
O criador de conteúdo também pretende compartilhar algumas dessas experiências com seus seguidores e realizar palestras gratuitas em escolas para conscientizar estudantes sobre os impactos do bullying.
O retorno acontece mais de um ano após a publicação de Adultização, vídeo que ultrapassou 50 milhões de visualizações e ampliou o debate sobre a exposição de crianças e adolescentes na internet.
O que é fobia social?
A fobia social, também conhecida como transtorno de ansiedade social, é caracterizada pelo medo intenso de situações em que a pessoa acredita que poderá ser observada ou julgada.
Diferentemente da timidez, a condição pode comprometer atividades cotidianas, relações pessoais e a vida profissional. O tratamento pode incluir psicoterapia e, em determinados casos, acompanhamento médico com uso de medicamentos.
O relato de Felca chama atenção para os impactos do bullying e para a importância de buscar acompanhamento profissional diante de sintomas persistentes de ansiedade social.

