CBF divulga áudio completo do VAR em lance polêmico entre Santos e Flamengo

Entidade libera gravação com o diálogo da arbitragem no empate por 2 a 2 na Vila Belmiro, focando na revisão do pênalti e expulsão de Jorginho.

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A CBF liberou a gravação do áudio da cabine de arbitragem do empate por 2 a 2 entre Santos e Flamengo, na Vila Belmiro. A divulgação mostra em detalhes todo o diálogo referente ao lance do pênalti e da expulsão do jogador Jorginho, sendo o único momento do jogo que teve o áudio tornado público pela entidade.

A partida gerou insatisfação por parte do clube rubro-negro em relação às decisões tomadas pela arbitragem durante o confronto.

Início da jogada e avaliação de campo

Em campo, Daronco considerou a disputa inicial normal e comparou o momento com outro lance da partida:

Daronco: “Não faz [falta], mesmo critério de lá [em relação à disputa Paquetá e Barreal no gol do Danilo].”

Na cabine, a equipe de vídeo começou a rever as imagens para avaliar o contato:

Toski (VAR): “Eu não vejo uma alavanca de perna, vejo contato normal de perna. Não tem falta nem em cima e nem embaixo. Eles estão disputando a bola. Não temos um ‘Dogso’ claro porque são bolas disputadas. É factual, o contato da mão é dentro da área.”

O debate sobre a mão e a disputa de bola

Os árbitros de vídeo continuaram a debater se o atleta caiu em decorrência da disputa ou se colocou a mão de forma intencional na bola:

AVAR: “Rodolpho [Toski], como é a mão, é um ‘Dogso’ e sem disputa. Se usou a mão, não tiene disputa.”

Toski (VAR): “Eles estão disputando ali, não?”

AVAR: “Não, ele usou a mão no chão. Não tem disputa.”

Toski (VAR): “Mas ele está em movimento de queda. Cai pela disputa. Pode ser um ‘Dogso’ com disputa.”

AVAR: “Temos dois atacantes que poderiam fazer o gol.”

Toski (VAR): “Checando o ‘Dogso’ ou não. Nós temos um contato de jogo natural aqui. Ele está em queda. A bola está parada naquele momento, não tem um jogador que joga. Uma bola que parou no braço porque um jogador está caído fruto de uma disputa anterior. Tem um braço que impede o jogador de prosseguir, mas como é dentro da área seria um ‘Dogso’ fruto da disputa essa queda dele. Ou alguém vê um ‘Dogso’ claro?”

A recomendação da revisão para o árbitro de campo

Ao concordarem que a jogada exigia revisão no monitor, o VAR informou Daronco sobre a marcação e sugeriu a verificação do cartão vermelho:

Toski (VAR): “Decisão factual, é dentro da área, seria um pênalti confirmado.”

Daronco: “Perfeito. E o disciplinar, está ok?”

Toski (VAR): “Se você deu por um ataque promissor…”

AVAR: “Fala para ele que é um ‘Dogso’.”

Daronco: “Toski, ou tu me chama ou não.”

AVAR: “Chama porque é um ‘Dogso’. Para ele interpretar ‘Dogso’.”

Toski (VAR): “Ataque promissor não é. Nós temos um ‘Dogso’. Se você deu cartão, não é um ataque promissor. Sugiro revisão por ‘Dogso’. Sugiro revisão porque você deu por promissor onde a situação é um ‘Dogso’. Você tem que analisar se tem disputa ou não.”

AVAR: “Ele falou que era promissor. Se para nós é ‘Dogso’ chama.”

Toski (VAR): “Você vê claramente que era um ‘Dogso’, ele ia enfrentar o goleiro.”

A análise no monitor e a decisão final

Ao ir até à beira do campo e assistir ao lance no monitor, Daronco concordou com a interpretação apresentada pela equipe de vídeo:

Daronco: “Para mim seria uma situação de ‘Dogso’, perfeito.”

Toski (VAR): “Agora analisa se tem o ponto na mão, e ele não tem disputa para você, correto?”

Daronco: “Não é questão de disputa, é uma mão. Vou voltar com uma questão factual de pênalti e cartão vermelho para o jogador, é isso? Por ‘Dogso’.”

Toski (VAR): “Correto, por ‘Dogso’. Porque ele já está em queda e é um braço dentro da área.”

Antes de finalizar o atendimento, Daronco também pediu para rever a disputa anterior entre Rony e Jorginho, mas manteve a interpretação de que não existiu falta na origem do lance.

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