Banco Central promete regras do Pix parcelado até o fim de setembro para ampliar transparência

Nova regulamentação deve padronizar condições, aumentar a clareza para o consumidor e reduzir riscos de endividamento em meio a juros elevados.

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O Banco Central anunciou que divulgará, ainda neste mês de setembro, as regras para o funcionamento do Pix parcelado, modalidade que já é oferecida por algumas instituições financeiras, mas de forma não padronizada. O objetivo é trazer mais transparência, clareza e uniformidade para o consumidor no momento da contratação.

Atualmente, cada banco utiliza nomenclaturas e condições próprias para o serviço. No Santander, por exemplo, a funcionalidade é chamada de “Divide o Pix”, enquanto no Banco do Brasil aparece como opção disponível para correntistas com limite de crédito. Essa falta de padronização tem gerado dúvidas entre os usuários e dificultado a comparação de custos.

Como funciona

Na prática, o Pix parcelado transforma a transferência em um empréstimo:

  • O recebedor recebe o valor integral na hora;
  • O pagador quita o valor em parcelas, acrescidas de juros e IOF, diretamente em sua conta.

Especialistas alertam que, apesar da facilidade, as taxas podem variar bastante — de 1,59% a 9,99% ao mês —, o que exige cautela para não cair no endividamento.

Vantagens e riscos

De um lado, a medida pode beneficiar consumidores sem acesso a cartões de crédito, além de oferecer liquidez imediata para lojistas e potencial aquecimento do consumo. De outro, o risco está na contratação rápida e pouco refletida, o que pode levar ao aumento da inadimplência.

Segundo analistas, a regulamentação do Banco Central deve ajudar a garantir contratos claros, padronização nas cobranças e informações acessíveis sobre taxas, permitindo que o consumidor tome decisões de forma mais consciente.

Expectativa

A previsão é que as novas normas sejam publicadas até o fim de setembro, em linha com a agenda evolutiva do Pix. A padronização promete reduzir abusos, ampliar a confiança no sistema e equilibrar a expansão do crédito com a proteção do consumidor.

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