A artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino realiza, no dia 7 de maio, às 15h, uma apresentação única da performance “KA”, no Balanço Terra, Átrio do Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.
A obra é uma releitura de “Entrevidas” (1981) e foi concebida em 2025 para marcar a reabertura do vão livre do Museu de Arte de São Paulo (MASP). Neste ano, também foi apresentada na abertura da exposição “Terra Poética”, no Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT).
Na performance, a artista, integrantes de seu estúdio e artistas convidados caminham sobre um espaço coberto por ovos, incorporando o gesto de mãos levantadas.
O movimento remete a símbolos históricos de rendição e busca por proteção, associados a diferentes contextos ao longo do tempo. O título “KA” faz referência a um conceito do Egito Antigo ligado à força vital e ao espírito.
A proposta transforma o gesto em um manifesto artístico que dialoga com temas contemporâneos, como violência, conflitos e insegurança urbana, conectando essas questões a referências históricas e políticas presentes na trajetória da artista.

A apresentação no Rio conta com patrocínio do BNDES e integra o programa “Brasil do Amanhã”, iniciativa do museu voltada à discussão de temas como democracia, ordem global e memória.
No mesmo dia, às 10h, o espaço recebe o debate “Democracia e poder global: extremismos, soberania e o fim do multilateralismo?”, com participação de especialistas de instituições acadêmicas brasileiras.
A realização é da Galeria Luisa Strina em parceria com o Museu do Amanhã.
Trajetória
Reconhecida internacionalmente, Anna Maria Maiolino desenvolve trabalhos em diferentes linguagens, como escultura, desenho, vídeo e performance. Nascida na Itália, em 1942, a artista viveu na Venezuela antes de se estabelecer no Brasil, onde integrou movimentos importantes da arte contemporânea.
Sua produção aborda temas como identidade, linguagem, corpo e exílio, combinando elementos pessoais e políticos. Em 2024, recebeu o Leão de Ouro pelo conjunto da obra na Bienal de Veneza.
Ao longo da carreira, apresentou exposições em instituições como o Museum of Modern Art (MoMA), a Tate Modern e o Centre Pompidou, além de integrar importantes mostras internacionais.
Suas obras fazem parte de acervos de museus e coleções ao redor do mundo, consolidando sua relevância na arte contemporânea.


