Muito além de apenas conhecer ou vender queijos, o queijista é o profissional especializado em traduzir a história, as características sensoriais e os potenciais de harmonização dos queijos. É ele quem leva ao público uma experiência completa com o produto, seja por meio de degustações, tábuas personalizadas, turismo gastronômico ou consultorias. De 7 a 12 de julho, durante o Prêmio Queijo Brasil, em Blumenau (SC), será realizada mais uma edição da Formação Queijista, curso promovido pela Escola Brasileira de Queijistas, com inscrições abertas.
O curso será realizado no auditório da Amve e terá pela primeira vez o Módulo III da Formação Queijista, com temas como queijos tradicionais brasileiros, defeitos nos queijos, harmonização com cachaça, análise sensorial avançada incluindo características organolépticas das principais famílias de queijo. A formação completa é composta por cinco módulos independentes e complementares, voltados tanto a profissionais da área, quanto a entusiastas.

“A Formação Queijista é voltada a quem quer ingressar nesse universo como profissão, mas também acolhe apaixonados, curiosos e apreciadores. Para trabalhar no setor, não basta gostar de queijo, é preciso entender sua origem, comportamento e formas de oferecer a melhor experiência ao consumidor”, explica Bruno Cabral, fundador da Escola Brasileira de Queijistas. Segundo ele, o diferencial está na proposta de formação completa, “reunimos em um único curso todos os aspectos técnicos e sensoriais que envolvem o queijo. Já formamos mais de 500 alunos em várias cidades do Brasil, e agora lançamos o Módulo III, ampliando ainda mais as possibilidades de atuação dos queijistas”.
Para Bruno, o profissional que conclui a formação já está apto a trabalhar na área, desde que se envolva com o conteúdo e busque experiência prática. “Um queijista pode atuar em lojas, restaurantes, hotéis, eventos e até criar roteiros de lacto-turismo, promovendo experiências únicas com queijos artesanais. É uma profissão em ascensão, com grande potencial no Brasil”, complementa.
Profissão do futuro na gastronomia brasileira
Está em tramitação na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei 437/2025, que propõe a regulamentação da profissão de queijista no Brasil. O reconhecimento legal da atividade poderá abrir novas frentes de atuação, estabelecer padrões de qualificação e garantir mais segurança jurídica aos profissionais da área.
Para Falco Bonfadini, queijista da Galeria do Queijo, em São Paulo, e conselheiro da Comerqueijo, a regulamentação é essencial para que a profissão ganhe status e alcance seu pleno potencial. “O queijista é o elo justo e educativo entre o produtor e o consumidor. Com o reconhecimento legal, teremos condições de oferecer produtos com ainda mais qualidade e segurança, valorizando tanto o queijo quanto quem o produz e o consome. Assim como aconteceu com os sommeliers e baristas, a regulamentação vai impulsionar a profissão e abrir novas possibilidades de atuação no Brasil”, declara.


