O Rock in Rio 2026 será também um grande teste para tecnologias que representam uma nova etapa do 5G no Brasil. Durante os sete dias de festival, a Cidade do Rock contará com recursos de 5G Advanced, inteligência artificial, automação e até uma rede capaz de reservar capacidade para determinadas comunicações.
A estrutura preparada pela TIM terá mais de 120 antenas 5G distribuídas por mais de 40 pontos, crescimento de aproximadamente 45% em relação à edição de 2024.
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Mas a principal novidade não está apenas na quantidade de antenas.
Tecnologias como 5G Advanced e network slicing começam a mostrar como as redes móveis podem funcionar de maneira diferente daquela que o consumidor conhece atualmente.
Afinal, o que é 5G Advanced?
O 5G Advanced pode ser entendido como uma evolução do 5G.
A tecnologia amplia recursos disponíveis nas redes de quinta geração e prepara a infraestrutura para aplicações que exigem maior capacidade, eficiência e gerenciamento mais sofisticado das conexões.
No Rock in Rio, a TIM utilizará recursos dessa evolução, incluindo a combinação de diferentes faixas de frequência e mecanismos de conectividade diferenciada.
O objetivo é aumentar a capacidade disponível justamente em um ambiente considerado desafiador para qualquer rede móvel: um festival com dezenas de milhares de pessoas utilizando seus celulares simultaneamente.
Vídeos publicados nas redes sociais, transmissões ao vivo, mensagens, chamadas, aplicativos de transporte e pagamentos disputam a infraestrutura de telecomunicações ao mesmo tempo.
Para 2026, a expectativa da operadora é que mais de 60% do tráfego registrado em sua rede durante o festival passe pelo 5G.
Inteligência artificial ajudará a administrar a rede
Outro recurso utilizado durante o Rock in Rio será a inteligência artificial.
Sistemas automatizados acompanharão o comportamento da rede para identificar alterações na demanda e concentrações de usuários em diferentes regiões da Cidade do Rock.
Imagine, por exemplo, que dezenas de milhares de pessoas deixem um palco após o encerramento de um show e se desloquem para outra região do festival.
A demanda por conectividade também se movimenta.
O sistema poderá identificar essas mudanças e realizar ajustes na infraestrutura para redistribuir capacidade.
Além das mais de 120 antenas 5G, a estrutura terá mais de 110 antenas 4G.
O que é network slicing?
Outra tecnologia que será utilizada durante o Rock in Rio é chamada de network slicing, expressão que pode ser traduzida como “fatiamento de rede”.
A ideia é relativamente simples: em vez de tratar todas as conexões da mesma maneira, a infraestrutura 5G permite criar redes virtuais com características específicas dentro de uma mesma rede física.
É como reservar uma faixa exclusiva de uma avenida para determinado tipo de veículo.
No Rock in Rio, um piloto utilizará essa tecnologia para as comunicações via Push-to-Talk relacionadas à operação do evento.
Uma “fatia” da rede 5G será reservada para esse tráfego, permitindo priorizar essas comunicações mesmo nos momentos em que milhares de pessoas estiverem utilizando seus celulares simultaneamente.
A TIM já havia realizado testes de conectividade diferenciada utilizando tecnologias como 5G standalone e slicing de rede em grandes concentrações de público.
Por que isso é importante?
O network slicing é considerado uma das aplicações estratégicas do 5G porque permite criar diferentes níveis de serviço dentro da mesma infraestrutura.
Uma indústria, por exemplo, pode precisar de uma conexão extremamente estável para controlar máquinas. Serviços de emergência podem precisar priorizar determinadas comunicações. Já um usuário comum pode utilizar a mesma infraestrutura para assistir a vídeos ou navegar nas redes sociais.
Cada aplicação possui necessidades diferentes.
A capacidade de administrar essas necessidades separadamente abre caminho para usos do 5G que vão além da velocidade de internet no celular.
Rock in Rio vira laboratório para novas tecnologias
Grandes eventos oferecem uma oportunidade importante para testar essas soluções porque concentram milhares de dispositivos em uma área relativamente pequena.
Segundo a TIM, algumas tecnologias utilizadas nesses ambientes posteriormente podem ser incorporadas à infraestrutura convencional da operadora.
A Cidade do Rock já participou desse processo anteriormente.
Em 2022, o festival esteve entre os primeiros grandes eventos brasileiros a contar com cobertura 5G. Na edição de 2024, a utilização da tecnologia chegou a superar 50% do tráfego móvel da TIM em determinados momentos.
Agora, a companhia espera ultrapassar a marca de 60%.
A quantidade de equipamentos também aumentou. Em 2026, serão mais de 120 antenas 5G, aproximadamente 45% acima da estrutura utilizada dois anos antes.


