Em um cenário de alta rotatividade, vagas não preenchidas e pressão por resultados, desenvolver jovens profissionais tem sido um desafio crescente para os departamentos de RH.
Uma pesquisa inédita feita pela Ideafix encomendada pela Fundação Wadhwani com 50 empresas da cidade de São Paulo revela um dado preocupante: mais da metade das empresas não sabe como desenvolver as soft skills dos novos contratados ou delega essa missão exclusivamente aos gestores diretos, sem suporte estruturado.
Em cargos de entrada, competências como comunicação, comprometimento, inteligência emocional e proatividade são apontadas como decisivas para a contratação e permanência no emprego.
No entanto, 60% das empresas ouvidas relataram dificuldades em encontrar jovens com essas habilidades bem desenvolvidas, mesmo em um cenário com alta oferta de vagas para aprendizes, assistentes e operadores.
“O que os dados mostram é que o desafio da empregabilidade não está só do lado do jovem. Está também na capacidade das empresas de prepararem e manterem esses profissionais no ambiente de trabalho”, analisa Thiago Françoso, Vice-presidente da iniciativa de empregabilidade da Fundação Wadhwani no Brasil.
Outro dado relevante da pesquisa: 53% das empresas disseram que ‘nada’ poderia acelerar o tempo de fechamento de vagas, indicando baixa confiança nos métodos atuais de recrutamento e desenvolvimento.
Para enfrentar essa lacuna, organizações têm buscado novas formas de apoiar seus processos de contratação e retenção.
Uma das iniciativas que tem ganhado atenção é o Ecossistema de Empregabilidade da Fundação Wadhwani, que combina formação gratuita em competências comportamentais com uma Plataforma Nacional de Empregos voltada para jovens em início de carreira.
A proposta é atuar como ponte entre empregadores que buscam talentos com maior aderência cultural e jovens que já passaram por uma trilha formativa focada exatamente nessas demandas, de forma prática, online e acessível.
Françoso ressalta a importância de as empresas manterem uma conexão genuína com o seu público e explica como a organização atua nesse processo. “Nosso papel é preparar os jovens para o mercado, mas também apoiar o mercado a se preparar para receber esses jovens”, afirma.


