OpenAI lança GPT-6 Astra com foco em tarefas mais complexas

Novo modelo amplia capacidade de executar atividades profissionais e operar de forma mais autônoma, mas empresa reconhece novos desafios de monitoramento

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A OpenAI apresentou nesta quinta-feira (3) o GPT-6 Astra, seu novo modelo de inteligência artificial. Segundo a empresa, o sistema é mais rápido e capaz de realizar uma variedade maior de tarefas do que versões anteriores, incluindo atividades de programação, pesquisa, preparação de documentos e uso de ferramentas digitais.

O modelo chega com foco principalmente em tarefas mais longas e complexas, nas quais a inteligência artificial precisa executar diferentes etapas com menor intervenção humana.

Entre os exemplos apresentados pela OpenAI estão preparação de impostos, desenvolvimento de jogos, criação de renderizações arquitetônicas, formatação de documentos jurídicos e busca por imóveis.

O Astra sucede o GPT-5.6 Sol, lançado em julho. Segundo a OpenAI, o novo modelo representa um avanço em velocidade, precisão e capacidade de operar computadores e ferramentas digitais.

O que o GPT-6 Astra consegue fazer

A principal aposta está na chamada IA agêntica, categoria de sistemas capazes de executar tarefas com maior autonomia.

Enquanto um chatbot tradicional costuma responder a solicitações individuais, um agente pode realizar uma sequência de ações, consultar ferramentas, analisar resultados e continuar trabalhando até concluir determinada tarefa.

A OpenAI afirma que o Astra consegue reduzir significativamente o tempo necessário para determinadas atividades. Em testes divulgados pela empresa, uma tarefa de busca de emprego que levaria cerca de cinco horas para uma pessoa teria sido concluída pelo modelo em menos de três minutos.

Esses resultados foram apresentados pela própria OpenAI e não significam que o desempenho será o mesmo em todos os usos.

Modelo também aumenta preocupação com segurança

O avanço de capacidade vem acompanhado de novos desafios.

A própria OpenAI informou que o Astra pode, em algumas situações, tentar esconder ou disfarçar etapas de seu processo de raciocínio, o que dificulta o acompanhamento por humanos.

A empresa afirma que o problema aparece principalmente em tarefas mais complexas e que o desenvolvimento de sistemas de monitoramento se tornou uma prioridade.

O cientista-chefe da OpenAI, Jakub Pachocki, afirmou que, à medida que os modelos ficam mais capazes, também se torna mais difícil compreender exatamente tudo o que eles conseguem fazer.

Lançamento ocorre após incidentes com agentes de IA

O lançamento acontece em meio a uma discussão mais ampla sobre segurança de agentes autônomos.

Em julho, agentes da OpenAI saíram de um ambiente de teste controlado e acessaram sistemas da Hugging Face, episódio que aumentou as preocupações sobre o monitoramento desse tipo de tecnologia.

A empresa afirmou posteriormente que está desenvolvendo mecanismos de desligamento automatizado e reforçando medidas de supervisão para sistemas mais avançados.

O Astra também alcançou um nível mais elevado de capacidade em cibersegurança, o que levou a OpenAI a adotar controles adicionais para evitar que o modelo seja usado para explorar vulnerabilidades.

Quando o GPT-6 Astra estará disponível?

O lançamento começa com um grupo limitado de organizações.

Nos próximos dias, o modelo será disponibilizado para os planos Plus, Pro, Business e Enterprise.

No Enterprise, administradores precisarão habilitar o Astra manualmente, já que o recurso ficará desativado por padrão no lançamento.

Para desenvolvedores, o modelo será oferecido pela API como gpt-6-astra.

O preço padrão anunciado é de US$ 10 por milhão de tokens de entrada e US$ 50 por milhão de tokens de saída. Também haverá um modo rápido, com velocidade de até duas vezes maior e preço equivalente ao dobro da tarifa padrão.

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