A Meta inicia hoje, (17) a conferência Connect 2025 prometendo apresentar a nova geração de seus dispositivos vestíveis, os aguardados Meta Glasses.
Diferente das versões anteriores, que já venderam mais de 2 milhões de unidades, o novo modelo chega com recursos que aproximam ainda mais a visão de realidade aumentada da ficção científica.
Entre as principais novidades, destaca-se a tela embutida na lente direita, que projeta informações diretamente no campo de visão do usuário, dispensando o uso de smartphones para acessar dados em tempo real. Outro avanço é o controle por pulseira, que lê sinais elétricos da mão, permitindo comandos quase invisíveis, sem necessidade de toque ou voz.
Expansão das linhas Ray-Ban e Oakley
Além dos Meta Glasses, a Meta também deve atualizar a linha de óculos inteligentes em parceria com a Ray-Ban, que chega à terceira geração com vídeos em 3K e bateria de maior duração. Já a Oakley deve estrear o modelo Sphaera, com design esportivo e câmera embutida na ponte do nariz, reforçando o apelo para o público que busca estilo aliado à tecnologia.

Software com inteligência artificial
No campo do software, o grande destaque será o Meta AI, agora disponível como um aplicativo independente. A promessa é integrar funções sociais e tornar os óculos uma interface viva de inteligência artificial, permitindo desde interações com assistentes virtuais até recursos de comunicação avançados.
Desafios bilionários pela frente
A aposta de Mark Zuckerberg é clara: transformar os óculos em protagonistas de um mundo pós-smartphone e disputar espaço com a Apple, que hoje concentra esforços no iPhone e no headset Vision Pro. No entanto, o caminho é desafiador. A divisão Reality Labs, responsável pelo desenvolvimento dos produtos de realidade aumentada e virtual da Meta, registrou um prejuízo de US$ 4,5 bilhões no 2º trimestre de 2025, sinalizando que a popularização dessa tecnologia ainda exigirá fôlego financeiro e tempo de maturação.
Com a Connect 2025, a Meta busca não apenas apresentar novos gadgets, mas também reafirmar sua visão de futuro, em que óculos inteligentes podem substituir os smartphones como a principal ferramenta de conexão e interação digital.


