A magia de Nárnia está prestes a ganhar um novo capítulo nas telonas. A Netflix divulgou nesta terça-feira (13) o primeiro trailer de Nárnia: O Sobrinho do Mago, nova adaptação cinematográfica da obra de C. S. Lewis. Com direção e roteiro de Greta Gerwig, conhecida por Barbie (2023) e Adoráveis Mulheres (2019), o longa promete revisitar o universo fantástico por uma perspectiva diferente: em vez de acompanhar os acontecimentos já conhecidos pelo público, a produção volta ao início de tudo para mostrar como o mundo de Nárnia surgiu.
A prévia já dá pistas do que esperar da nova aventura. Entre imagens de lugares desconhecidos, elementos mágicos e a presença de personagens importantes para a mitologia da saga, o trailer aposta na grandiosidade visual e na sensação de descoberta. Um dos destaques é a trilha sonora de “Stairway to Heaven”, clássico do Led Zeppelin, que acompanha a apresentação desse universo em formação. A escolha reforça o tom épico da produção e ajuda a estabelecer uma identidade própria para a nova adaptação.
Uma história que volta ao começo
Publicado originalmente em 1955, O Sobrinho do Mago é o sexto livro de As Crônicas de Nárnia na ordem de publicação, mas ocupa o primeiro lugar na cronologia dos acontecimentos. A história se passa muito antes de O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa, filme que apresentou Nárnia a uma geração de espectadores nos cinemas em 2005.

Na nova produção, o público acompanha Digory Kirke, interpretado por David McKenna, e Polly Plummer, vivida por Beatrice Campbell. Os dois se envolvem nos experimentos de Andrew Ketterley, tio de Digory, que descobre uma maneira de transportar pessoas para outros mundos por meio de anéis mágicos. A partir dessa descoberta, os amigos embarcam em uma jornada que os leva a diferentes realidades e a acontecimentos fundamentais para o nascimento de Nárnia.
A proposta permite explorar elementos que os filmes anteriores apenas mencionaram ou não chegaram a desenvolver. Entre eles estão a origem do mundo mágico, os caminhos que conectam diferentes universos e os acontecimentos que ajudam a explicar a existência de personagens centrais da franquia. Dessa forma, a produção pode ampliar a mitologia da saga sem depender diretamente da trajetória dos irmãos Pevensie, protagonistas da trilogia cinematográfica original.
A origem da Feiticeira Branca e o retorno de Aslan
Outro ponto importante é a presença de Jadis, interpretada por Emma Mackey. Conhecida posteriormente como a Feiticeira Branca, uma das figuras mais marcantes da franquia, a personagem ganha espaço para que o público conheça melhor sua origem e os acontecimentos que contribuem para sua transformação. Sua participação também cria uma ligação direta entre a nova história e os conflitos apresentados em O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa.
O trailer também revela a presença de Aslan, o majestoso leão que ocupa um lugar central no universo criado por C. S. Lewis. Desta vez, o personagem terá a voz de Meryl Streep, vencedora de três Oscars. A escolha da atriz adiciona um nome de peso ao elenco e aumenta a expectativa em torno de uma das figuras mais simbólicas da história.
Além de Mackey e Streep, a produção conta com Daniel Craig no papel de Andrew Ketterley, além de Carey Mulligan e Ciarán Hinds. A combinação entre jovens protagonistas e atores experientes reúne diferentes gerações em uma aventura que pretende equilibrar fantasia, descobertas e conflitos pessoais.
Greta Gerwig assume um universo conhecido
A escolha de Greta Gerwig para comandar a adaptação é um dos aspectos que mais despertam curiosidade. Depois de dirigir Lady Bird (2017), Adoráveis Mulheres e o fenômeno mundial Barbie, a cineasta assume uma franquia marcada pela fantasia, pela aventura e por temas simbólicos que atravessam gerações.
A relação pessoal da diretora com os livros de Lewis também faz parte das expectativas em torno do projeto. Gerwig já falou sobre a importância que as histórias de Nárnia tiveram em sua formação, indicando uma ligação antiga com o material que agora leva ao cinema. O desafio será transformar essa familiaridade em uma adaptação capaz de respeitar o imaginário construído pelos livros e, ao mesmo tempo, apresentar o universo a uma nova geração.
A direção também levanta uma questão interessante: como a cineasta vai combinar sua identidade visual e narrativa com uma obra que já possui uma legião de admiradores? O trailer sugere uma produção de escala grandiosa, mas será o filme completo que mostrará como Gerwig pretende trabalhar as relações entre os personagens, a construção dos mundos e os significados por trás da fantasia.
Uma nova experiência para os fãs
A música escolhida para o trailer, a apresentação de Aslan e a exploração de diferentes realidades indicam que a produção pretende investir na experiência visual e sonora. A presença de “Stairway to Heaven”, do Led Zeppelin, é especialmente marcante por acompanhar imagens que evocam uma jornada de descoberta e criação. Mais do que resgatar a nostalgia dos filmes anteriores, a prévia procura estabelecer o tom de uma história que precisa funcionar tanto como parte de uma franquia conhecida quanto como uma aventura independente.
Outro diferencial está no lançamento. Embora seja uma produção da Netflix, o filme terá uma estreia ampla nos cinemas antes de chegar ao catálogo da plataforma, uma estratégia que valoriza a experiência coletiva diante de uma história construída em torno de mundos fantásticos e imagens grandiosas.
Nárnia: O Sobrinho do Mago tem estreia nos cinemas prevista para fevereiro de 2027 e chega à Netflix em 2 de abril do mesmo ano. A produção marca uma nova etapa para a franquia e abre espaço para revisitar uma história que, mesmo anterior aos acontecimentos mais conhecidos da saga, é fundamental para compreender a origem desse universo.
Com o primeiro trailer, a expectativa agora é descobrir se Greta Gerwig conseguirá equilibrar a dimensão épica de Nárnia com a intimidade das relações entre seus personagens. Ao voltar ao início da história, o filme tem a oportunidade de renovar o interesse pela obra de C. S. Lewis e mostrar que, mesmo em um mundo já conhecido pelo público, ainda existem descobertas capazes de surpreender.

