A Meta apresentou um novo dispositivo de realidade virtual que tenta resolver um dos principais problemas dos headsets atuais: peso e tamanho.
Batizado de Meta VR Glasses, o aparelho pesa aproximadamente 100 gramas, cerca de cinco vezes menos que o Meta Quest 3, e tem formato muito mais próximo de um par de óculos do que dos tradicionais headsets de realidade virtual.
Para conseguir reduzir o peso, a empresa adotou uma solução diferente. Bateria, processadores e armazenamento ficam em um pequeno módulo externo conectado aos óculos, que pode ser preso ao cinto, colocado no bolso ou carregado em uma bolsa. Nos óculos ficam principalmente os sensores e as telas.

Cinema, trabalho e games nos óculos
O Meta VR Glasses utiliza painéis micro-OLED com resolução 5K e será o primeiro dispositivo de realidade virtual certificado como IMAX Enhanced, segundo a empresa. Também possui Dolby Vision e áudio espacial Dolby Atmos integrado às hastes.
A proposta é transformar os óculos em diferentes dispositivos dependendo da situação.
Para trabalhar, o usuário poderá criar uma ou várias telas virtuais e até transformar uma superfície plana, como uma mesa, em teclado e touchpad. A navegação é realizada pelos olhos e por gestos das mãos, dispensando controles tradicionais.
No entretenimento, a Meta promete suporte a serviços como Disney+, YouTube, HBO Max e Prime Video. O aparelho também terá mais de 75 jogos compatíveis com gestos das mãos no lançamento, além de acesso a centenas de títulos pelo Xbox Cloud Gaming.

Chamadas poderão usar “holograma”
Outra novidade é um recurso chamado Hologram.
A tecnologia cria uma representação digital fotorrealista do usuário a partir de uma captura realizada pelo celular. Durante uma chamada, essa versão digital reproduz expressões e movimentos em tempo real.
Segundo a Meta, o recurso poderá funcionar com serviços como WhatsApp e Zoom.
Os Meta VR Glasses chegam inicialmente aos Estados Unidos na primavera de 2027 no Hemisfério Norte, com preço de US$ 1.299,99. Até o momento, não há preço nem data de lançamento confirmados para o Brasil.
Com o novo aparelho, a Meta tenta aproximar a realidade virtual de um formato mais confortável para uso prolongado — e posiciona o dispositivo não apenas como headset para jogos, mas como cinema pessoal, estação de trabalho e computador espacial portátil.


