O Mercado Livre anunciou nesta segunda-feira (4), em Montevidéu, os resultados financeiros do segundo trimestre de 2025, consolidando mais um período de forte desempenho em sua operação na América Latina. A empresa alcançou uma receita líquida de US$ 6,8 bilhões, o que representa um crescimento de 34% em relação ao mesmo período do ano anterior. O lucro operacional atingiu a marca recorde de US$ 825 milhões, com margem de 12,2%, enquanto o lucro líquido foi de US$ 523 milhões (margem de 7,7%).
O crescimento da operação foi impulsionado por avanços consistentes nos segmentos de e-commerce, serviços financeiros e publicidade. No setor de comércio eletrônico, o número de itens vendidos subiu 31% no trimestre, com destaque para o impacto positivo da nova política de frete grátis no Brasil para compras acima de R$ 19. No país, o volume de vendas (GMV) neutralizado por variações cambiais (FXN) cresceu 29%, consolidando a liderança da companhia no setor.
Na Argentina, o número de itens vendidos avançou 46%, enquanto no México o crescimento foi de 36% – o melhor resultado em quase dois anos. Já a rede logística da empresa registrou um marco relevante, com 57% das entregas realizadas via centros de distribuição próprios na América Latina, superando 75% no caso do México.
No setor de serviços financeiros, o Mercado Pago cresceu 30% em usuários ativos mensais, alcançando quase 68 milhões de pessoas. A carteira de crédito da fintech avançou 91% em relação ao mesmo período do ano anterior, atingindo US$ 9,3 bilhões – sendo US$ 4 bilhões apenas em cartão de crédito, que cresceu 118% no mesmo intervalo. Os ativos sob gestão dobraram, chegando a US$ 13,8 bilhões.
Já o Mercado Ads, braço publicitário da companhia, apresentou crescimento de 38% em receita e iniciou a integração com o Google Ad Manager, o que ampliou o alcance das campanhas além da plataforma. Os produtos de Display e Vídeo quase dobraram o desempenho em relação ao mesmo período do ano anterior.
“Esse trimestre comprova a força do nosso modelo de negócios. Avançamos com disciplina em áreas estratégicas, como o frete grátis no Brasil, o fortalecimento do Mercado Pago e o posicionamento do Mercado Ads como um player relevante em mídia digital”, afirmou Martin de los Santos, Chief Financial Officer do Mercado Livre.
A empresa também celebrou, em julho, a elevação de sua nota de crédito para grau de investimento (BBB-) pela S&P Global, acompanhando movimento semelhante feito pela Fitch no ano anterior. Em maio, o Mercado Livre anunciou que seu fundador e CEO, Marcos Galperin, assumirá a presidência do Conselho em janeiro de 2026, sendo substituído por Ariel Szarfsztejn na liderança executiva.
Com presença consolidada na América Latina, o Mercado Livre reforça sua estratégia de longo prazo com foco em inovação, capilaridade logística e ampliação da inclusão financeira na região.



