Sabe aquela clássica calça jeans, presente em praticamente todo guarda-roupa? Pois é, ela voltou a ser protagonista nas ruas e, principalmente, no mercado financeiro. O denim vive um momento de auge nos Estados Unidos, com reflexos diretos nas vendas de grandes marcas e no humor de Wall Street.
A Levi’s, ícone do segmento, viu suas ações se valorizarem mais de 30% somente neste ano. Já a American Eagle disparou quase 40% após registrar um trimestre histórico. O salto está diretamente ligado à bem-sucedida campanha estrelada pela atriz Sydney Sweeney, que sozinha gerou impressionantes 40 bilhões de impressões em apenas seis semanas, além de bater recorde de novos clientes.
O movimento não se restringe às marcas especializadas. A varejista Target também surfou a onda e registrou alta de 28% nas vendas de jeans femininos em um único trimestre. Os cortes largos e as lavagens vintage foram os mais procurados, confirmando a força da tendência nostálgica na moda atual.
Enquanto o jeans ganha cada vez mais espaço, o chamado athleisure, estilo que combina roupas esportivas em ambientes casuais, começa a perder fôlego. A Lululemon, referência nesse nicho, reduziu sua previsão de lucro anual e amargou queda de quase 20% em suas ações, evidenciando a mudança de comportamento do consumidor.
Assim sendo, a calça jeans prova mais uma vez sua resiliência. Ao mesmo tempo em que ditou moda por décadas, hoje ela também se mostra um termômetro de mercado: quando volta com força, não movimenta apenas os guarda-roupas, mas bilhões de dólares em vendas e investimentos.


