Harry Styles lança clipe de “Coming Up Roses” e transforma incertezas do amor em uma dança

O cantor britânico Harry Styles lançou nesta segunda-feira (26) o videoclipe de “Coming Up Roses”, faixa do álbum Kiss All the Time. Disco, Occasionally.. Com uma coreografia inusitada e estética retrô, a produção explora os encontros e as incertezas dos relacionamentos.

O cantor britânico Harry Styles lançou nesta segunda-feira (26) o videoclipe de “Coming Up Roses”, faixa do álbum Kiss All the Time. Disco, Occasionally., lançado em março de 2026. Com uma estética retrô e uma coreografia que mistura humor e estranhamento, a produção apresenta uma interpretação visual de uma canção sobre os sentimentos que envolvem os relacionamentos e a importância das experiências vividas, mesmo quando elas não duram para sempre.

Dirigido pela dupla Bradley & Pablo, responsável também pelos videoclipes de “Watermelon Sugar” e “Late Night Talking”, o vídeo se passa em um salão onde um grupo de pessoas participa de uma aula de dança. Entre os personagens estão uma noiva, um homem usando um colar cervical e outros participantes de diferentes idades e estilos. Em meio a pares improváveis e movimentos inicialmente desajeitados, Harry se junta ao grupo e troca de parceiros ao longo da coreografia.

A história não segue uma narrativa tradicional, com começo, conflito e desfecho definidos. Em vez disso, o clipe constrói uma sequência de situações curiosas, deixando espaço para diferentes interpretações. A dança funciona como o elemento que conecta os personagens, que precisam se adaptar uns aos outros, encontrar o ritmo e lidar com os momentos de desconforto que surgem durante a interação.

Essa dinâmica ganha outra dimensão quando relacionada à letra da música. “Coming Up Roses” aborda as dúvidas que podem surgir mesmo quando um relacionamento parece estar dando certo. A canção explora o medo de que duas pessoas não estejam na mesma sintonia, apesar dos sentimentos que compartilham, e a dificuldade de compreender se uma relação está aproximando ou afastando quem faz parte dela.

Em entrevista à Apple Music, Harry explicou que a música fala sobre como uma relação pode ser especial sem necessariamente durar para sempre. Para o cantor, o valor de um relacionamento não deve ser medido apenas pelo tempo que ele permanece, mas também pelas descobertas pessoais, pelas lembranças e pelas mudanças que proporciona. A composição, que começou a ser escrita como uma tentativa de criar uma música natalina, acabou seguindo um caminho completamente diferente.

Capa do clipe Reprodução/@harrystyles

Sob essa perspectiva, a troca constante de parceiros no videoclipe pode ser interpretada como uma representação das conexões que estabelecemos ao longo da vida. Cada encontro exige adaptação, enquanto cada pessoa traz uma experiência diferente. A coreografia, com seus momentos de hesitação e sincronia, também sugere que nem sempre é possível encontrar o ritmo certo imediatamente, mesmo quando existe disposição para tentar.

A presença de personagens tão distintos reforça o caráter inusitado da produção. A noiva, por exemplo, remete visualmente à ideia de compromisso, enquanto os demais participantes ajudam a afastar o vídeo de uma representação convencional do romance. Entretanto, o clipe não oferece uma explicação definitiva para esses elementos, mantendo a proposta aberta à interpretação do público.

Musicalmente, “Coming Up Roses” se diferencia pela combinação de piano e arranjos de cordas, que acompanham o tom sentimental da composição. O contraste entre essa sonoridade e as situações incomuns apresentadas na tela cria uma experiência que mistura emoção e humor, sem transformar a história em um romance tradicional.

Com o lançamento, Harry Styles amplia a exploração visual de seu quarto álbum de estúdio, que também conta com videoclipes para “Aperture”, “American Girls” e “Dance No More”. Em “Coming Up Roses”, o artista aposta menos em respostas explícitas e mais em imagens que convidam o público a refletir sobre encontros, desencontros e as marcas deixadas pelas relações. Afinal, nem toda história precisa terminar como se esperava para ter sido importante.

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