Fechar a folha de pagamento continua sendo um dos maiores desafios para empresas no Brasil. Um levantamento realizado pela Tako durante o CONARH 2025 revelou que, em média, as companhias gastam 5 dias e 7 horas por mês apenas com essa tarefa, praticamente uma semana útil dedicada a cálculos e conferências.
Mesmo quando excluídos os casos extremos, em que o processo ultrapassa 10 dias, a mediana aponta que metade das empresas ainda leva mais de 4 dias para concluir a folha. Nas grandes corporações, com mais de mil funcionários, o tempo médio chega a 6 dias e 10 horas.
Segundo Juliana Jordão Machado, head de People na Tako, o impacto vai além da morosidade. “Cada hora extra dedicada ao fechamento da folha representa um custo oculto que drena a eficiência de todo o negócio”, destacou em palestra no CONARH, onde apresentou como a inteligência artificial pode transformar esse processo.
A demora também atinge áreas como a financeira e a contábil, que ficam sem dados consolidados para projeções e fechamento de resultados. Executivos de alto nível perdem visibilidade sobre custos de pessoal em tempo real, o que dificulta a tomada de decisões estratégicas.
Outro risco é a conformidade trabalhista. Erros de lançamento, cálculos incorretos ou acúmulo de férias não concedidas podem gerar passivos relevantes. Para Juliana, isso revela a falta de investimento em tecnologia na área de gestão de pessoas: “Muitos ainda não enxergam a folha como um processo estratégico. Ao fazer isso, se expõem a riscos desnecessários”.
O problema também atinge empresas de menor porte. A pesquisa mostra que organizações com até 100 funcionários levam, em média, 3 dias e meio para concluir a folha.
Para enfrentar esse cenário, a Tako lançou agentes de inteligência artificial capazes de analisar dados trabalhistas em tempo real, antecipar inconsistências e sugerir ajustes. Segundo a empresa, clientes que utilizam a plataforma já registraram ganhos expressivos: economia de até 7 dias no fechamento e aumento de mais de 60% na eficiência do processo.
“Esses agentes atuam como parte da equipe, conectando informações, apontando riscos e revelando oportunidades que antes ficavam escondidas. É assim que transformamos um custo operacional em inteligência para o negócio”, concluiu Juliana.

