O Maracanã virou motivo de mais uma discussão no futebol do Rio de Janeiro. O consórcio Fla-Flu grupo formado por Flamengo e Fluminense que administra o estádio recusou o pedido feito pelo Vasco da Gama para mandar a partida de volta das semifinais da Copa Sul-Americana contra o Boca Juniors, marcada para o próximo dia 20 de outubro. A decisão aumentou a tensão entre a diretoria vascaína e os gestores do local.
Sul-Americana: Vasco aciona CBF e FERJ para tentar liberar São Januário na semifinal
O motivo da recusa e os antecedentes
O consórcio Fla-Flu justificou que o gramado apresenta forte desgaste. A administração apontou como causas o calendário intenso de partidas de Flamengo e Fluminense, além do impacto de um evento de futebol americano da NFL realizado no estádio no último domingo (27).
Diante da negativa, a diretoria do Vasco manifestou insatisfação. Esta é a terceira vez em 2026 que o consórcio recusa um pedido do clube para utilizar o Maracanã. Anteriormente, o Cruz-Maltino já havia recebido respostas desfavoráveis em solicitações para jogos contra Vitória e Palmeiras, ambos pela Copa do Brasil.
Exigência da Conmebol e alternativas do Vasco
Com as portas fechadas pelo consórcio, o clube precisa correr contra o tempo para definir o local da partida contra o tradicional time argentino. O regulamento da Conmebol estabelece uma exigência rigorosa: o estádio da semifinal precisa ter capacidade para pelo menos 30 mil pessoas.
Como o Estádio de São Januário comporta cerca de 20 mil torcedores, a diretoria estuda os próximos passos. Entre as alternativas analisadas, os dirigentes avaliam tentar uma autorização especial para atuar em sua casa, recorrer à Justiça esportiva ou adotar como prioridade o Estádio Nilton Santos.


