Como Tuka Carvalho transformou a FM O Dia em um ecossistema de mídia e entretenimento

Com foco em distribuição multiplataforma, emissora converte programas de rádio em vídeos, podcasts, eventos e conteúdo para redes sociais.

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Enquanto grande parte do mercado ainda tentava entender como o digital impactaria o rádio, Tuka Carvalho já enxergava que o futuro da comunicação passaria pela integração entre conteúdo, presença e distribuição.

Muito antes de o termo Rádio 3.0 ganhar espaço nas discussões do setor, o executivo ajudava a transformar a FM O Dia em um ecossistema que conecta rádio, YouTube, plataformas digitais, redes sociais, streaming, eventos e produção audiovisual em tempo real.

O movimento não aconteceu apenas como adaptação tecnológica, mas como uma mudança de linguagem e comportamento.

Na prática, a emissora deixou de existir somente no dial para ocupar diferentes espaços de consumo, transformando programas em conteúdo sob demanda, entrevistas em vídeos, conversas em cortes compartilháveis e comunicadores em criadores com presença multiplataforma.

“Durante muito tempo, o rádio foi tratado apenas como transmissão. Mas o público mudou completamente a forma de consumir conteúdo. Hoje, a audiência quer assistir, comentar, compartilhar, rever depois, acompanhar bastidor e sentir proximidade. O rádio precisou entender que não bastava mais estar ao vivo. Era necessário criar essa experiência”, afirma Tuka Carvalho.

Sob essa lógica, a FM O Dia estruturou uma operação diária em que cada conversa pode ganhar novos desdobramentos.

O estúdio também funciona como cenário, entrevistas se transformam em vídeos, programas alimentam as redes e os comunicadores expandem sua atuação para além do microfone.

Entre os projetos que integram essa estratégia está o “Bulldog Show”, podcast semanal que recebe nomes da música e do entretenimento. Delegado Felipe Curi, Fui Clear, Athirson, Leandrinho e Marcos Braz estão entre os convidados que já passaram pela atração.

Outro formato é o “Mundo Fã”, que aproxima artistas e público por meio de conversas sobre carreira, bastidores e histórias pessoais. Tiee participou da primeira edição, enquanto Grupo BenzaDeus e Suel também já gravaram seus episódios, que serão disponibilizados pela emissora.

A grade também reúne quadros que nascem no rádio e ganham continuidade no audiovisual. “A Casa Caiu”, contou com participação do cantor Mumuzinho, a programação vai ao ar de segunda a sexta-feira e, tem seus conteúdos publicados no canal FM O Dia TV no YouTube.

Já “O Que Tá Rolando” é comandado por Anderson França e Marco Vandamme, vai ao ar de segunda a quinta-feira, às 22h, e também gera cortes para o canal da FM O Dia TV.

MC Frank e MC Smith estão entre os artistas que participaram do formato. A “Farofa do Gago”, comandada por David Brazil, segue a mesma proposta de renovação constante, com um convidado diferente a cada semana. Maguzinho e Revelação foram um dos nomes recebidos recentemente pela atração.

Outro braço importante dessa estratégia é a “Pagodeira”, considerada atualmente um dos principais canais de lançamentos de pagode para grupos, artistas e independentes, além de realizar coberturas de grandes labels, bastidores e gravações audiovisuais do mercado musical.

A emissora também desenvolve projetos próprios como o “Pagode Pra Sempre”, que reúne artistas como Gustavo Lins, TentaSamba, Swing & Simpatia, Sociedade do Samba e Pique Novo em conteúdos voltados para YouTube, plataformas e eventos.

Para Tuka, o rádio contemporâneo deixou de competir apenas com outras emissoras e passou a disputar atenção em um ambiente dominado por algoritmos, velocidade e excesso de informação.

“Hoje, qualquer marca de comunicação precisa pensar em conteúdo, distribuição e presença ao mesmo tempo. Não adianta criar algo bom se você não entende como aquilo circula, como conversa com a audiência e como ocupa diferentes plataformas”, explica.

Ele também acredita que o grande diferencial do rádio continua sendo a capacidade de criar conexão emocional com o público, agora potencializada pelas ferramentas digitais.

“O rádio sempre teve proximidade, verdade e senso de comunidade. A tecnologia não substitui isso, ela amplia. Quando você junta emoção com distribuição inteligente, o alcance se torna muito maior”, completa.

Com uma operação que mistura entretenimento, música, vídeo, redes sociais e presença constante nas ruas, a FM O Dia se consolida como um dos principais exemplos de transformação da comunicação popular brasileira, antecipando movimentos que hoje passaram a ser tratados pelo mercado como o futuro do rádio.

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