O volume de vendas do comércio varejista brasileiro avançou 1,0% em novembro de 2025 na comparação com outubro, na série com ajuste sazonal, segundo dados divulgados pelo IBGE.
A média móvel trimestral registrou alta de 0,5%. Na comparação com novembro de 2024, o setor cresceu 1,3%. Tanto o acumulado do ano quanto o dos últimos 12 meses marcaram 1,5%.
No comércio varejista ampliado, que engloba veículos, motos, partes e peças, material de construção e o atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve crescimento de 0,7% na passagem mensal.
Apesar da alta, o acumulado de 2025 permanece negativo (-0,3%), quadro também observado nos últimos 12 meses (-0,2%).
| Período | Varejo – Volume de Vendas | Varejo – Receita Nominal | Varejo Ampliado – Volume de Vendas | Varejo Ampliado – Receita Nominal |
|---|---|---|---|---|
| Novembro / Outubro* | 1,0% | 1,0% | 0,7% | 0,9% |
| Média móvel trimestral* | 0,5% | 0,5% | 0,6% | 0,7% |
| Novembro 2025 / Novembro 2024 | 1,3% | 4,2% | -0,3% | 1,8% |
| Acumulado 2025 | 1,5% | 6,5% | -0,3% | 3,9% |
| Acumulado 12 meses | 1,5% | 6,6% | -0,2% | 4,1% |
*Série com ajuste sazonal.
Fonte: IBGE – Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Estatísticas Conjunturais em Empresas.
Desempenho por atividades
Na passagem de outubro para novembro, sete das oito atividades pesquisadas no varejo registraram crescimento:
- Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 4,1%
- Móveis e eletrodomésticos: 2,3%
- Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 2,2%
- Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 2,0%
- Livros, jornais, revistas e papelaria: 1,5%
- Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 1,0%
- Combustíveis e lubrificantes: 0,6%
O único setor com recuo foi Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%).
No varejo ampliado, os resultados foram:
- Material de construção: 0,8%
- Veículos e motos, partes e peças: -0,2%
Cinco dos oito setores crescem frente a novembro de 2024
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação teve o maior avanço interanual (9,9%) e acumula alta de 1,5% no ano.
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria cresceram 7,2% e influenciaram 0,6 p.p. da taxa global do varejo.
Móveis e eletrodomésticos subiram 5,2%, mantendo trajetória de expansão.
Outros artigos de uso pessoal e doméstico aumentaram 4,7%, com oito meses seguidos de alta.
Livros, jornais, revistas e papelaria avançaram 5,9% e reduziram perdas acumuladas.
Entre os setores com queda:
- Tecidos, vestuário e calçados: -4,0%
- Combustíveis e lubrificantes: -1,3%
- Hiper e supermercados: -0,1%
- Veículos e motos, partes e peças (varejo ampliado): -5,8%
- Material de construção: -3,0%
Desempenho regional
Na passagem de outubro para novembro:
Varejo – altas:
- Rondônia (9,2%)
- Roraima (4,5%)
- Espírito Santo (4,3%)
Varejo – quedas:
- Tocantins (-1,9%)
- Goiás (-1,6%)
- Rio de Janeiro (-0,7%)
No varejo ampliado:
Maiores altas:
- Rondônia (8,3%)
- Mato Grosso do Sul (7,7%)
- Roraima (3,4%)
Maiores quedas:
- Tocantins (-4,4%)
- Rio de Janeiro (-2,0%)
- Acre (-0,3%)
Na comparação com novembro de 2024, o varejo cresceu em 21 das 27 UFs, com destaque para:
- Rondônia (13,4%)
- Rio Grande do Norte (8,2%)
- Amapá (8,2%)
As maiores quedas foram:
- Tocantins (-3,0%)
- Piauí (-2,1%)
- Roraima (-1,8%)
Tendências do setor
O resultado de novembro consolida uma trajetória de recuperação gradual do comércio varejista em 2025, com avanço da demanda em segmentos ligados a tecnologia, saúde, bens duráveis e itens de uso pessoal.
Já o varejo ampliado permanece pressionado pela queda no setor automotivo e no material de construção, que ainda acumulam perdas relevantes no ano.


