Carlos Wizard vira sócio de rede de consórcios que mira 100 franquias em 2026

FVL Consórcios projeta R$ 50 milhões em faturamento e mais de R$ 1 bilhão em créditos comercializados até o fim do ano

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O empresário Carlos Wizard tornou-se sócio da FVL Consórcios, rede especializada em planejamento patrimonial por meio de consórcios. Com a entrada do empreendedor na sociedade, a empresa pretende acelerar a expansão e chegar a 100 franquias até o fim de 2026.

O plano prevê ainda alcançar R$ 50 milhões em faturamento da rede e superar R$ 1 bilhão em créditos de consórcios comercializados no período.

Fundada em 2019 por Carlos Fuzinelli, Lucas Oliveira e Vitor Camarão, a FVL atua nacionalmente e estruturou seu crescimento por meio do modelo de franquias. A proposta da empresa é utilizar o consórcio dentro de uma abordagem de planejamento patrimonial, em vez de concentrar a operação apenas na comercialização de cartas de crédito.

A entrada de Wizard acontece em um momento de expansão tanto do franchising quanto dos consórcios no país.

Segundo dados citados pela empresa, com base na Associação Brasileira de Franchising (ABF), o setor de franquias faturou R$ 278,4 bilhões em 2025, crescimento de 13,5% na comparação anual.

Já números atribuídos à Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (ABAC) apontam mais de R$ 378 bilhões em créditos comercializados no mesmo período e mais de 11 milhões de participantes ativos.

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Wizard aposta em franquias de serviços financeiros

Conhecido pela trajetória no mercado de franquias, Carlos Wizard afirma que decidiu investir na FVL por enxergar espaço para modelos baseados em serviços e consultoria.

Para o empresário, a escolha de uma franquia deve considerar principalmente o problema que o negócio pretende resolver.

“Eu sempre digo que franquia boa não se escolhe pelo produto, se escolhe pelo problema que ela resolve na vida das pessoas. O brasileiro tem um problema seríssimo com planejamento financeiro de longo prazo.”

Wizard afirma que a combinação entre planejamento patrimonial e uma operação replicável pesou na decisão de entrar na sociedade.

“Eu aprendi construindo a Wizard que modelo de negócio bom tem três pernas: produto que resolve problema real, operação replicável e gente que acredita no que faz.”

A estratégia da empresa será direcionada principalmente à expansão da rede e à formação dos novos franqueados.

FVL quer chegar a 100 franquias

A FVL pretende selecionar novos parceiros em regiões onde identifica demanda por serviços de planejamento financeiro e patrimonial.

Segundo Carlos Fuzinelli, fundador e CEO da empresa, a expansão será acompanhada de capacitação dos franqueados.

“Nosso objetivo nunca foi abrir o maior número possível de unidades. Preferimos crescer formando empresários preparados para atuar como consultores financeiros em suas regiões.”

A expectativa da companhia é chegar às 100 unidades ainda em 2026, apoiada na expansão nacional da operação.

Para Wizard, crescer sem processos definidos pode representar um risco para redes que ampliam rapidamente o número de franquias.

“Expansão sem processo vira caos disfarçado de crescimento. A segunda é cultura de rede, porque franquia forte não é rede de unidades, é rede de pessoas comprometidas com o mesmo propósito.”

Segundo ele, a intenção é acelerar a abertura de unidades mantendo critérios para a escolha dos novos franqueados.

Consórcios ganham espaço em cenário de crédito caro

A aposta também ocorre em um período no qual os consórcios ganharam espaço como alternativa de planejamento para aquisição de bens e formação patrimonial.

Diferentemente de um financiamento tradicional, o consórcio funciona por meio da formação de grupos que realizam contribuições periódicas para a aquisição programada de bens ou serviços. A contemplação pode ocorrer por sorteio ou lance, conforme as regras de cada grupo.

Nesse contexto, a FVL pretende posicionar os franqueados como consultores capazes de orientar os clientes sobre o uso desse instrumento dentro de estratégias financeiras de médio e longo prazo.

“Desde o início entendemos que vender consórcio seria consequência. Nosso verdadeiro negócio sempre foi ajudar as pessoas a organizar patrimônio e tomar decisões financeiras mais inteligentes”, afirma Fuzinelli.

Interior está nos planos de expansão

Uma das oportunidades identificadas pela nova sociedade está fora dos grandes centros urbanos.

Wizard avalia que cidades do interior ainda possuem demanda por orientação financeira e podem abrir espaço para a expansão de negócios consultivos.

“A oportunidade que ainda está aberta é atender bem o interior do país, onde a educação financeira chega tarde e a demanda reprimida é gigante.”

A estratégia também reflete a visão dos empresários de que parte do franchising deve avançar para modelos nos quais conhecimento, tecnologia e relacionamento com o consumidor tenham peso maior na operação.

Para a FVL, a entrada de Wizard deverá ser utilizada justamente para acelerar essa expansão. A meta para 2026, no entanto, será medida por três números: 100 franquias, R$ 50 milhões de faturamento e mais de R$ 1 bilhão em créditos comercializados.

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