A adoção de métodos de pagamento locais, como Pix e cartão de crédito nacional parcelado, tem sido determinante para empresas americanas que desejam vender ao consumidor brasileiro. Atenta a esse movimento, a Global Pays tem oferecido uma estrutura de pagamentos cross-border que permite o recebimento em dólar com liquidação no dia seguinte, mesmo em transações parceladas.
Fundada por brasileiros, a fintech opera como uma ponte cambial e operacional entre os dois países. A proposta é simplificar a jornada de empresas dos Estados Unidos que enfrentam dificuldades para receber em reais e converter os valores de forma eficiente e em conformidade com as regras fiscais. Segundo a empresa, a solução elimina a necessidade de estruturas bancárias complexas, reduz custos operacionais e aumenta a previsibilidade financeira.
Experiência prática com impacto direto no caixa
A empresa americana Orlando Rent Car, que é uma das locadoras de veículos mais sólidas da cidade de Orlando, com frota própria, cujo foco é atender famílias brasileiras, é um dos exemplos do efeito direto da adoção da plataforma no desempenho financeiro.
“Antes da Global Pays, nosso maior desafio era operacionalizar o recebimento em reais e lidar com o câmbio. Com a nova estrutura, passamos a receber em dólar diretamente nos EUA, com câmbio automatizado e sem custos adicionais. Isso melhorou nosso fluxo de caixa e reduziu despesas com transações internacionais”, afirma Aleiko Bezerra, Founder da companhia.
Além da simplificação operacional, ele destaca o impacto na margem da operação. “Eliminamos taxas de até 4% cobradas por processadoras tradicionais. O Pix e o parcelamento facilitaram o pagamento para o cliente e tornaram a operação mais rentável para a empresa”, diz Bezerra.
A agilidade na conversão e a liquidação em D+1 são os principais atrativos para as empresas atendidas. “Ao automatizar o câmbio e permitir antecipação sem custo adicional, conseguimos entregar liquidez com rapidez, o que impacta diretamente no capital de giro das empresas e na margem de operação”, explica Maristela Lucas, Marketing Specialist da Global Pays.
Nos primeiros meses de operação, a fintech observou aumento relevante nas taxas de conversão de vendas. De acordo com a empresa, segmentos que passaram a oferecer Pix ou parcelamento no cartão nacional tiveram até 30% de crescimento na conversão. Em nichos de ticket médio mais elevado, como consultorias e serviços especializados, a recuperação de oportunidades de venda chegou a 50% após a introdução dos métodos de pagamento locais.
A aceitação de meios de pagamento brasileiros também tem impacto direto no valor das transações. Segundo Maristela, o uso do parcelamento amplia o acesso a produtos e serviços de maior valor agregado, especialmente entre consumidores que mantêm vínculos financeiros no Brasil. Dados do Banco Central indicam que cerca de 70% dos brasileiros residentes no exterior mantêm contas bancárias ativas no país.
Setores com maior volume de transações com o público brasileiro — como turismo, aluguel de carros, serviços jurídicos, estética e saúde — estão entre os que mais têm adotado a solução. Nesses casos, o objetivo central é reduzir o atrito no momento do pagamento e viabilizar o recebimento em dólar de forma rápida e legalizada.
A segurança das transações é outro fator considerado pelas empresas. A Global Pays integrou tecnologias antifraude nativas à sua plataforma, com validação de identidade, análise de risco e monitoramento de comportamento de pagamento. A operação está em conformidade com as regulamentações do Banco Central do Brasil e do FinCEN, órgão americano responsável pelo combate a crimes financeiros.
Além do aspecto técnico, o suporte consultivo é citado como diferencial por empresas que operam com a plataforma. “Além das taxas competitivas, mantemos um suporte próximo às empresas para facilitar a adaptação ao mercado brasileiro. Isso é essencial para negócios que estão começando a vender no país e ainda não têm familiaridade com os processos locais”, diz Maristela.
Para os próximos meses, a empresa prevê a ampliação do portfólio de soluções, incluindo o parcelamento no cartão de crédito internacional e a entrada em mercados como Europa e Canadá. A proposta é manter o foco em empresas globais que desejam ampliar o relacionamento com o consumidor brasileiro, otimizando o recebimento de pagamentos com menor complexidade cambial e operacional.


