Veste S.A. tem alta de 80,5% no lucro líquido no segundo trimestre

Dona de marcas como Le Lis, Dudalina, John John e BO.BÔ, companhia alcançou lucro líquido ajustado de R$ 30,7 milhões e ampliou margens no período

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A Veste S.A. encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro líquido ajustado de R$ 30,7 milhões, crescimento de 80,5% na comparação com o mesmo período do ano passado. Segundo a companhia, este foi, pelo segundo trimestre consecutivo, o melhor resultado para o período dos últimos sete anos.

No acumulado do primeiro semestre, o lucro líquido ajustado chegou a R$ 42,1 milhões, avanço de 548,6% em relação aos seis primeiros meses de 2025.

Dona das marcas Le Lis, Dudalina, John John, BO.BÔ e Individual, a companhia atribui o desempenho ao aumento das vendas a preço cheio, à expansão do canal direto ao consumidor e à redução dos estoques.

“Os resultados deste trimestre demonstram nossa capacidade de transformar crescimento em rentabilidade. Seguimos fortalecendo nossas marcas, ampliando a participação das vendas a preço cheio, evoluindo na eficiência operacional e conduzindo uma gestão disciplinada dos estoques”, afirmou Alexandre Afrange, CEO da Veste S.A.

Margem bruta avança para 67,2%

O lucro bruto ajustado da Veste alcançou R$ 237,4 milhões no segundo trimestre, alta de 14,3% na comparação anual. A margem bruta avançou 2,9 pontos percentuais, para 67,2%.

Entre os fatores apontados para a melhora estão a maior participação das vendas sem descontos, mudanças na gestão do sortimento e o crescimento do B2C, canal que apresenta margens superiores às registradas no atacado.

O faturamento do B2C chegou a R$ 341,9 milhões, crescimento de 10,3% sobre o segundo trimestre de 2025. Do total comercializado no período, 86% das vendas foram realizadas a preço cheio.

A base ativa de clientes cresceu 4%, enquanto o NPS consolidado ficou em 89 pontos. Durante o período de vendas para o Dia das Mães, Le Lis e BO.BÔ registraram crescimento de 16% na comparação com o ano anterior.

Vendas digitais crescem 19,6%

O digital manteve ritmo de expansão acima dos demais canais. O faturamento chegou a R$ 88 milhões, alta de 19,6% sobre o segundo trimestre de 2025.

A companhia também registrou avanço de 4,6 pontos percentuais na margem EBITDA do canal. Os aplicativos próprios passaram a representar 28,6% das vendas digitais, dentro da estratégia de integração entre lojas físicas e comércio eletrônico.

Estoques caem 5,2%

Outro indicador acompanhado pela empresa foi o nível de estoques. O saldo terminou o trimestre 5,2% abaixo do registrado um ano antes, enquanto a cobertura foi reduzida em 25 dias.

Segundo a Veste, a redução está relacionada a ajustes nas compras, planejamento das coleções e maior giro de produtos comercializados a preço cheio, diminuindo a necessidade de remarcações e liquidações.

A dívida líquida, por sua vez, encerrou o trimestre equivalente a 0,5 vez o EBITDA ajustado acumulado nos últimos 12 meses, excluindo os efeitos do IFRS 16.

BO.BÔ cresce 30,9% e lidera avanço entre as marcas

Entre as marcas da companhia, a BO.BÔ apresentou o maior crescimento no trimestre. O faturamento alcançou R$ 46,2 milhões, alta de 30,9%, com destaque para as linhas de jeans, alfaiataria e couro, além da coleção Comfy Affair.

A Le Lis, maior operação do portfólio, faturou R$ 237,2 milhões, crescimento de 11,5%. A base ativa de clientes aumentou 6% e o NPS chegou a 90 pontos. A nova loja no Morumbi Shopping já aparece entre as três maiores unidades da rede em desempenho.

A Dudalina registrou crescimento de 7,4% no trimestre, período marcado pela expansão da base de clientes e pela integração do CRM à rede de franquias.

Na John John, a receita recuou 1,8%. De acordo com a companhia, o resultado está relacionado à decisão de reduzir liquidações e aumentar a participação das vendas a preço cheio. Apesar da queda no faturamento, a margem bruta do B2C da marca avançou 4,7 pontos percentuais.

Já a Individual apresentou o desempenho mais fraco entre as marcas informadas. O faturamento ficou em R$ 13,6 milhões, retração de 17,8% em relação ao segundo trimestre de 2025.

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